Líder do PSD afirmou não guardar rancor pessoal, mas apontou que Coronel cavou o próprio destino político ao se afastar do projeto que o elegeu para o Senado.
Ao analisar a dissidência de Angelo Coronel (PSD) e sua aproximação com os palanques de ACM Neto e da família Bolsonaro, o senador Otto Alencar declarou que a ruptura não partiu da Executiva estadual da legenda, mas sim das escolhas trilhadas pelo próprio parlamentar ao longo do mandato em Brasília.
“Eu tentei, de todas as formas, que o PSD se mantivesse na chapa majoritária para o Senado com o Angelo Coronel. Nunca tomei iniciativa de mexer na vice de ninguém; meu pleito com Jerônimo e com Rui era manter Coronel onde estava. Mas ele também não fez caminho para isso. Em 2018, ele se elegeu senador com o meu apoio, com o apoio de Wagner e de Rui Costa, vestindo a camisa de Lula. Quando chegou ao Senado Federal, ele se aproximou e virou aliado de Jair Bolsonaro. Eu não fiz esse caminho; eu fui oposição firme a Bolsonaro durante os quatro anos, inclusive enfrentando perseguições na CPI da Covid”, frisou Otto na Rádio Metrópole.
O senador rebateu a hipótese aventada por Coronel de concorrer de forma avulsa pela legenda. “Não existia a menor condição de lançar uma candidatura isolada ao Senado sem aliança na chapa majoritária. Isso prejudicaria gravemente nossa chapa proporcional, onde temos a expectativa de eleger até sete deputados federais e 11 estaduais. Coronel fez o caminho dele: já declarou apoio a Flávio Bolsonaro e está na aliança com a oposição. Eu não guardo ódio, porque o ódio escraviza e o perdão liberta, mas politicamente tínhamos que tomar um rumo definitivo”, pontuou.