Senador do Repblicanos elevou o tom para defender sua atuação no Orçamento Federal e adotou cautela ao comentar denúncias envolvendo o petista Jaques Wagner
O senador Angelo Coronel (REPUBLICANOS) subiu o tom para defender o seu legado no Congresso Nacional e mandou um recado direto à cúpula do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Em entrevista concedida durante o grande encontro de vereadores liderado por ACM Neto (União Brasil) em Salvador, o parlamentar demonstrou não temer um enfrentamento político com os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, chamando para si a responsabilidade pelo financiamento de vitrines sociais do governo federal.
Acirrando o clima de pré-campanha e distanciando-se do núcleo governista local, Coronel afirmou que não aceitará perder a paternidade dos recursos que garantiu à população baiana e brasileira. “Eu estou pronto para o debate. Pra gente discutir o orçamento. Ontem mesmo já indiquei e fui muito claro. Eu quero mostrar quem foi que instituiu o Vale-Gás, que botou quatro bilhões. Foi Angelo Coronel que vos fala, emenda de minha autoria. Quer dizer, coloquei no orçamento”, disparou.
O senador fez questão de lembrar sua atuação estratégica no ano anterior, blindando-se contra eventuais narrativas adversárias que tentem ocultar o seu protagonismo. “Tanto mais recursos para o Bolsa Família, recursos para o Pé-de-Meia. Eu quero que eles venham dizer que não foi Angelo Coronel, que está registrado na Comissão Mista de Orçamento que eu fui o relator no ano passado”, desafiou o parlamentar.
Apesar da postura ofensiva em relação ao orçamento, Coronel optou pelo freio de mão ao ser provocado pela reportagem do Política Ao Ponto sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, que tem respingado diretamente na campanha do senador Jaques Wagner (PT). “Eu sou muito cauteloso nessa parte. Porque todo mundo tem direito ao contraditório. Vamos ouvir, realmente, a parte contrária, para eles tentarem se defender”, ponderou. “A priori, eu prefiro até não comentar em virtude disso, porque como a lei nos dá direito ao contraditório, vamos aguardar o contraditório do outro lado, que no caso é de Wagner”, concluiu.