O senador e candidato à reeleição pelo Republicanos, Angelo Coronel, avaliou que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda terá peso nas eleições de 2026, mas afirmou não acreditar que o petista repetirá na Bahia os mesmos índices de votação registrados em pleitos anteriores.
Em entrevista ao projeto Prisma, do Bahia Notícias, Coronel foi questionado sobre a influência do desempenho de Lula na Bahia em 2022, considerado um dos fatores que contribuíram para a eleição de Jerônimo ao governo do estado.
“Não resta dúvida que Lula tem o seu percentual de votos na Bahia. Eu não acredito que seja o mesmo de 2018, nem o mesmo de 2022. As próprias pesquisas já vêm aferindo isso”, afirmou.
Apesar de reconhecer a força eleitoral de Lula no estado, o senador demonstrou desconfiança em relação aos levantamentos de intenção de voto. Segundo ele, a quantidade de pesquisas divulgadas durante o período eleitoral pode gerar confusão entre os eleitores.
“Eu fico muito duvidoso com pesquisa. Tem pesquisa aí para todo gosto, pesquisa de todo modelo. Quem não sabe qual pesquisa você acredita?”, questionou.
Coronel prepara projeto para limitar divulgação de pesquisas
O senador também revelou que pretende apresentar um projeto de lei para restringir o período de divulgação de pesquisas eleitorais.
“Estou lavrando um projeto de lei que pesquisa só pode ser divulgada seis meses antes da eleição. Não dá para você ficar divulgando pesquisa toda semana e as pesquisas tendo uma diferença brutal de uma para outra”, declarou.
Para Coronel, a divergência entre os levantamentos pode acabar prejudicando a compreensão do eleitor.
“Quem está errado ali? Quem é que está certo? Então isso aí só faz confundir a cabeça daquele eleitor menos esclarecido”, afirmou.
“O desgaste é natural”
Ao comentar especificamente a força eleitoral de Lula, Coronel comparou o desempenho político do presidente ao de um jogador de futebol, argumentando que a popularidade tende a sofrer alterações com o passar dos anos.
“Você gosta de jogador de futebol, você começa com 18, 20 anos, aquele pique, naquela velocidade e vai ficando velho e vai reduzindo. É a mesma coisa de Lula”, disse.
Na avaliação do senador, a perda de força eleitoral seria um processo natural e não significaria necessariamente o fim da influência política do presidente.
“Alguém pensa que Lula é imortal, ou que Lula vai ficar forte a vida toda? Isso é natural, o desgaste é natural”, concluiu.