Salvador, 30/07/2026 13:34

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Coronel diz que cenário de Jerônimo indica desgaste do PT e vê “prenúncio de derrota” em 2026

andre

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O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), hoje integrante da oposição ao governo da Bahia, afirmou nesta quinta-feira (30) que o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas eleitorais sinaliza um cenário desfavorável para a tentativa de reeleição do petista em 2026. Em entrevista à rádio Brado, o parlamentar comparou o momento atual com as campanhas de reeleição dos ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), que, segundo ele, lideravam os levantamentos com ampla vantagem.

Para Coronel, a trajetória de Jerônimo difere da observada nas disputas anteriores do grupo político que comanda o Estado desde 2007.

“Eu acho que a tendência é sair e vou dizer porquê. Se você fizer um balanço ao longo desses últimos anos, todos os candidatos do PT, leia-se Wagner e Rui, na reeleição eles estavam liderando as pesquisas com folga. Wagner ganhou a primeira eleição, que todos consideraram que era uma zebra, que ninguém achava que Wagner ia ganhar eleição contra Paulo Souto, que tinha 60% das pesquisas, tinha todos os prefeitos do lado, e na hora H o povo resolveu virar e fez Wagner governador.”

Senador compara reeleições do PT

Durante a entrevista, Coronel relembrou a primeira eleição de Rui Costa e afirmou que o ex-governador conseguiu reverter um cenário inicialmente desfavorável. Segundo ele, na disputa pela reeleição, Rui já aparecia consolidado nas pesquisas.

“Já no segundo mandato de Wagner ele estava disparado. Aí veio Rui, primeiro mandato lá embaixo. Ninguém falava em Rui Costa, de jeito nenhum. Aí o que aconteceu? Virou. Rui ganhou eleição. Já no segundo mandato, ele como governador, ele disparou, quase 70%.”

Na avaliação do senador, por ocupar o cargo de governador, Jerônimo deveria apresentar uma vantagem mais confortável neste momento da pré-campanha.

“No caso de Jerônimo, é o contrário. Jerônimo saiu no primeiro mandato dele praticamente do zero, foi 3%, 4%, foi um índice bem aquém do que achavam que o governo do PT ia transferir para ele. Já no segundo mandato, se a gente fosse usar a mesma métrica de quem está no poder, era para ele estar hoje com 10, 15 pontos na frente. Está ao contrário.”

“Prenúncio de derrota”

Coronel afirmou que o cenário atual pode indicar um desejo de alternância no comando do governo estadual. Segundo ele, a análise não representa uma crítica pessoal ao governador, mas uma leitura do ambiente político na Bahia.

“Então isso já é o prenúncio de uma derrota, na minha ótica. Eu acho que não é desmerecer a figura do governador Jerônimo, nem ninguém, mas eu acho que o povo da Bahia quer uma mudança natural. Só mudou com Waldir Pires em 1986, 20 anos se passou, mudou com Wagner em 2006. E agora mais vinte anos.”

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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