Salvador, 24/09/2026 21:55

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Com aporte estimado em US$ 5,7 bi, Projeto Ferro Verde avança na Chapada Diamantina e mira industrialização do minério

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Em reunião na Casa Civil com CBPM, Inema e Brazil Iron, Governo da Bahia define diretrizes para complexo de mineração sustentável em Piatã, Abaíra e Jussiape com foco em escuta comunitária e agregação de valor.

O Governo da Bahia sediou, na sede da Casa Civil, uma reunião técnica de alinhamento sobre as etapas regulatórias e socioambientais do Projeto Ferro Verde, empreendimento capitaneado pela mineradora Brazil Iron em parceria estratégica com a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM). Com investimento projetado em aproximadamente US$ 5,7 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões), a iniciativa prevê a extração, o refino e a industrialização de minério de ferro de alto teor e baixa emissão de carbono nos municípios de Piatã, Abaíra e Jussiape, na região da Chapada Diamantina.

O encontro reuniu a equipe da Casa Civil, dirigentes da CBPM, gestores do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), executivos da Bahia Investe e o corpo técnico da Brazil Iron. O plano operacional em estruturação tem como objetivo ir além do modelo tradicional de escoamento primário da matéria-prima bruta, contemplando a produção integrada de concentrado, pelotas e ferro briquetado a quente (HBI) com uso de matriz energética renovável, voltada ao abastecimento da indústria do aço verde.

O secretário estadual da Casa Civil, Eracy Lafuente, frisou que a gestão estadual atuou para reconfigurar a modelagem econômica do ativo mineral. “Nós modificamos, junto com o empreendedor, um conceito apenas de extração. Estamos levando para a comunidade uma ideia muito mais forte, pujante, que é a geração de renda e trabalho não só do ponto de vista operacional, mas também de inteligência, que necessitará muito de engenheiros químicos, engenheiros mecânicos e técnicos. Nós não estamos mais falando apenas de uma planta de extração de minério de ferro que sai em formato de commodity. Estamos falando de um grande complexo, inclusive numa fase posterior, em que podemos falar da transformação desse minério em aço”, explicou Lafuente.

Presidente da CBPM, Henrique Carballal pontuou que o avanço do licenciamento deve ser pautado pela repartição direta de benefícios econômicos para os municípios do semiárido baiano e pelo estrito respeito à legislação ecológica. “O Governo do Estado da Bahia está envolvido e comprometido com o desenvolvimento da mineração na região. Uma mineração que, em primeiro lugar, deve ser inclusiva, ou seja, deve incluir as pessoas e garantir o desenvolvimento social para toda a região. Também deve ser sustentável, respeitar a legislação e garantir a preservação do ambiente”, defendeu o gestor, lembrando que a companhia atua há cerca de dois anos nas adequações técnicas e legais do ativo.

O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, assegurou que o órgão ambiental conduzirá as análises com foco no equilíbrio técnico. “O Estado trabalha justamente para trazer benefícios sociais, buscando sempre um equilíbrio socioambiental. O Inema está aqui justamente para que ocorra esse investimento, que é essencial para o Estado, e que ele possa ter um impacto positivo para a sociedade dessas regiões”, declarou.

A expectativa da Casa Civil é que a conclusão da fase atual de estudos de impacto permita abrir ainda em 2026 as rodadas formais de audiências públicas e consultas participativas com as comunidades tradicionais e moradores do entorno das futuras jazidas.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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