A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) inaugurou, nesta quinta-feira (8), em Mucugê, na Chapada Diamantina, a escultura “O Minerador”, criada pelo artista plástico baiano Bel Borba. A obra marca o início de um projeto que prevê a instalação de outras seis esculturas em municípios do interior da Bahia.
Durante a cerimônia, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, defendeu um modelo de mineração que combine desenvolvimento econômico, distribuição de riqueza e preservação ambiental. O evento contou também com a participação da prefeita de Mucugê, Ana Medrado, além de representantes da companhia e da administração municipal.
Obra valoriza história da mineração
Carballal destacou o simbolismo da escolha de Mucugê para receber a primeira escultura do projeto. Segundo ele, o município ocupa um lugar importante na trajetória histórica da mineração no Brasil.
“Vim aqui para a gente inaugurar essa belíssima escultura feita por esse grande artista baiano, Bel Borba”, afirmou o presidente da CBPM, ao agradecer a parceria com a gestão municipal.
A iniciativa busca homenagear os trabalhadores e reconhecer a contribuição da atividade mineral para a formação econômica e social da Bahia.
Carballal defende distribuição da riqueza mineral
Ao abordar o papel da mineração, Carballal afirmou que os resultados econômicos da exploração dos recursos naturais devem beneficiar diretamente a população. O presidente da companhia também ressaltou a necessidade de conciliar a atividade com a proteção dos ecossistemas.
“A mineração, em primeiro lugar, precisa ser inclusiva. Ou seja, toda a riqueza que a gente retira do solo precisa ser partilhada com as pessoas”, declarou.
Na avaliação do dirigente, a sustentabilidade também deve orientar o desenvolvimento do setor. “Ela tem que ser sustentável. Ela precisa defender o meio ambiente, ela precisa preservar as condições ambientais para que ela possa se desenvolver”, acrescentou.
Carballal atribuiu essa orientação à política do governo estadual, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), e afirmou que a experiência de Mucugê pode servir de referência para outras regiões.
Projeto prevê mais seis esculturas
A obra inaugurada na Chapada Diamantina é a primeira de uma série de sete esculturas previstas pela CBPM para municípios baianos. Segundo Carballal, outras seis instalações serão realizadas no interior do estado.
O presidente da companhia destacou que a escolha de Mucugê reforça a proposta de associar a atividade mineral à valorização histórica e à conservação ambiental.
“O importante é que a gente está dando o primeiro passo nesse local onde a mineração no Brasil se desenvolveu, onde a mineração no Brasil começou e a natureza se preservou. Então é exatamente esse exemplo que a gente quer dar para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
Foto: Divulgação/CBPM