Salvador, 29/04/2026 04:09

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Capitão Alden aponta casos de homicídio sem solução na Bahia: “apenas 14% ou 15% dos crimes são elucidados”

Capitão Alden - Reprodução
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O deputado federal Capitão Alden (PL) discorreu, nesta quinta-feira (5), sobre a baixa resolutividade dos casos de homicídio na Bahia e aponta, dentre as causas, o reduzido número de policiais civis no Estado, apontando que, em pelo menos 100 cidades baianas, não há membros atuantes da corporação de polícia judiciária.

“É um conjunto de fatores, não é simplesmente porque o poder judiciário é fraco. Nós temos hoje na Bahia mais de 10 mil inquéritos policiais relacionados a homicídios sem solução. Hoje o estado da Bahia é o estado que menos elucida crimes no Brasil, apenas 14% e 15% dos crimes são elucidados, especialmente relacionados a homicídios. Você tem uma polícia civil, a polícia judiciária, que no nosso estado, que tem um efetivo de 5.300 policiais para todo o estado da Bahia, com 417 municípios. Resultado: em 200 municípios de 417 não existem delegados titulares. Em 100 municípios baianos sequer existe policial civil”, disse Alden, durante o evento SOS Bahia realizado pelo União Brasil.

“Então, quando você tem uma polícia judiciária que não consegue entregar para o poder judiciário via Ministério Público após oferecimento de denúncia, o autor apresentar as materialidades, todo o processo penal, não há o que se falar em punição porque não tem elementos, não tem mecanismos de fazer com que esse criminoso seja apresentado, de fato, para a justiça para responder para seus atos. Então, a justiça é apenas um dos elementos”, comentou.

“O poder judiciário na Bahia é o mais lento e o mais caro do Brasil. Hoje faltam aqui 350 juízes que deixam de ocupar essas vagas. Isso faz porque cada juiz baiano tenha uma média de 4 mil processos em cima da mesa. Nós levamos em média 4 anos para poder julgar um único processo. Então, é um conjunto de fatores que permite que as facções se sintam abrigadas aqui no Estado”, apontou o parlamentar.

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