Prefeito de Salvador diz que obra começou por áreas secundárias sem que documentos principais fossem entregues; governo teria apresentado novos papéis, mas ainda não o projeto executivo.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) , endureceu as críticas ao governo da Bahia em relação à construção da Ponte Salvador-Itaparica. Em entrevista nesta segunda-feira (22), o gestor afirmou que a obra ainda não possui um projeto definitivo apresentado aos órgãos competentes e acusou a administração estadual de faltar com transparência sobre o andamento do empreendimento.
“Não tem projeto. Não tem projeto na prefeitura. Tanto que foram começar por Vera Cruz, Itaparica. Eu quero saber cadê o projeto da ponte. Não tem projeto”, declarou Bruno Reis.
Documentos apresentados, mas projeto executivo não
O prefeito afirmou que, após cobranças públicas feitas na semana passada, representantes do governo estadual apresentaram novos documentos, mas, segundo ele, sem entregar o projeto executivo da obra. “Depois que eu cobrei, quarta-feira passada, apresentaram mais uns papéis. Mas projeto não tem”, disse.
Apesar das críticas, Bruno Reis afirmou que a Prefeitura de Salvador não pretende criar obstáculos para o início das intervenções. De acordo com ele, o município não irá embargar ou dificultar o andamento dos trabalhos caso as obras sejam iniciadas. “Se forem começar a ponte, pode começar. A Prefeitura não vai lá embargar, a Prefeitura não vai atrapalhar”, afirmou.
Críticas ao modus operandi do governo
O prefeito também acusou o governo estadual de iniciar obras em Salvador sem cumprir todas as exigências legais e administrativas exigidas para grandes empreendimentos. “Todas as obras do governo do Estado em Salvador começam sem entregar os documentos, sem cumprir as formalidades legais. Vai ser mais uma”, declarou.
Bruno Reis voltou a questionar o cronograma da ponte, considerada uma das principais promessas de infraestrutura da Bahia, e afirmou que a população está sendo induzida a acreditar em um avanço que, segundo ele, ainda não ocorreu. “Estão enrolando o povo da Bahia”, concluiu.
