Prefeito de Salvador afirmou que cobranças eleitorais devem ter critérios uniformes e ressaltou que as discussões sobre a instituição financeira remetem à desestatização de ativos em 2018.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou nesta segunda-feira (21) as repercussões políticas envolvendo o Banco Master e as cobranças públicas direcionadas pela coordenação governista à campanha de ACM Neto (União Brasil). Em entrevista coletiva, o gestor sustentou que os questionamentos levantados pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), precisam observar o princípio da coerência e não devem ser utilizados de forma seletiva no debate eleitoral.
“É preciso que a oposição, que os aliados também façam os mesmos comentários, façam as mesmas colocações, as mesmas ponderações de todos. De todos. Não dá para Rui Costa chegar e cobrar de ACM Neto e não cobrar de Wagner, não cobrar de Jerônimo, que manteve o secretário, e não cobrar dos outros aliados dele, e de si próprio!”, declarou o prefeito.
Ao fundamentar sua manifestação, Bruno fez referência à cronologia da estruturação dos negócios do grupo econômico na Bahia. “Porque todos sabem que, se o Banco Master existe, foi porque Rui Costa entregou o Credicesta, a Cesta do Povo, patrimônio dos baianos, para permitir a criação do banco. Então que ele também cobre de si próprio. Se ele não tem condições de fazer isso, ele deveria, naturalmente, talvez ficar calado”, completou o gestor municipal.
O tema tem gerado amplos esclarecimentos por parte das principais lideranças envolvidas no cenário baiano. Recentemente, em entrevista a emissoras de rádio de Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) frisou que não possui nenhum vínculo mercantil com a instituição financeira, lembrando que assinou o requerimento da CPI do Banco Master no Senado e votou contra matérias de interesse do setor.
Na mesma linha de transparência, o senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), explicou publicamente à imprensa que manteve postura estritamente institucional ao rejeitar e não colocar em votação emendas legislativas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destacando que não é alvo de qualquer procedimento investigatório e que suas decisões no parlamento sempre preservaram o interesse público.
A troca de declarações reflete o acirramento das narrativas eleitorais a duas semanas do pleito, com situação e oposição apresentando seus pontos de vista sobre fatos administrativos e articulações que atravessam os últimos anos na política da Bahia.