Salvador, 04/05/2026 17:26

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Bruno Reis rebate ataques do PT, diz que 75% dos pacientes da maternidade de Salvador são do interior e critica Rui Costa: “Faz política mentindo”

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis, rebateu nesta segunda-feira (4) críticas feitas por adversários políticos e saiu em defesa da primeira-dama Rebeca Cardoso, que recentemente gravou um vídeo alertando sobre a situação enfrentada pela população de Uauá diante de um surto de dengue. Durante entrevista no lançamento do Maio Laranja, o gestor também fez duras críticas ao ex-ministro Rui Costa e à condução da saúde pública estadual após ser questionado pela imprensa.

Bruno Reis acusou o petista de distorcer informações ao comentar a estrutura de saúde da capital. “Ouvi declarações do ex-ministro Rui Costa, que faz política faltando com a verdade, mentindo, inventando números, falando da nossa maternidade. Eles não construíram uma maternidade em Salvador em 20 anos”, afirmou.

O prefeito destacou a atuação da recém-inaugurada Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, ressaltando que a unidade já atendeu pacientes de diversas regiões do estado. “Nossa maternidade já atendeu 154 pacientes, sendo 75% do interior da Bahia. O primeiro parto foi de uma mãe de Itaparica, que rodou todas as maternidades do estado e não encontrou atendimento. Fomos nós que atendemos”, disse.

Na avaliação do gestor, a rede estadual enfrenta dificuldades graves, que acabam impactando diretamente o sistema municipal. Ele denunciou o atraso no pagamento de profissionais da saúde. “São dez hospitais do Estado com médicos sem receber salários. Na (maternidade) José Maria Magalhães, os profissionais já ameaçam entrar em greve. Isso é reflexo da incompetência da Secretaria de Saúde e do Governo”, criticou.

Bruno também afirmou que unidades municipais são impactadas pela demora na fila da regulação. “Nossas UPAs estão abarrotadas de pacientes que não conseguem atendimento na rede estadual. Antes, essas pessoas estavam nas portas dos hospitais, em macas, nos corredores. Hoje, estão sendo atendidas pela Prefeitura”, disse.

O prefeito ressaltou ainda os avanços da saúde municipal nos últimos anos, destacando o aumento da cobertura da atenção básica. “Quando o PT administrava, Salvador tinha 18% de cobertura. Hoje chegamos a 70%. Em áreas mais pobres, como o Subúrbio, temos mais de 80%. Não tínhamos nenhum hospital e hoje temos três. O que falta ao governo é capacidade de reconhecer que o problema existe para buscar soluções. Quando prefere negar e atacar, é porque não tem respostas para dar ao povo”, disse.

Ao comentar as críticas direcionadas à primeira-dama Rebeca Cardoso, o prefeito classificou as reações como desproporcionais e voltou a apontar a gravidade da situação em Uauá. “Minha esposa falou como cidadã, como alguém que conhece a realidade de Uauá. Há mais de dez dias a cidade enfrenta um surto de dengue, com casos de dengue hemorrágica, pessoas que já morreram e outras em situação desesperadora, sem conseguir regulação”, relatou.

Ele citou episódios recentes para ilustrar a gravidade do cenário. “No sábado, havia uma adolescente de 14 anos sangrando e uma criança de 7 anos em situação crítica, sem conseguir atendimento. Pessoas já morreram por falta de regulação. Ela, de forma respeitosa, pediu apoio. Mas, como não há justificativa, ao invés de apresentar soluções, preferem atacar”, criticou.

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