Em Salvador, prefeito detalha amarração política para fechar as chapas de Ângelo Coronel e João Roma com base em representatividade regional e descarta sobressaltos antes da convenção do dia 22 de julho
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), mandou um recado direto aos adversários políticos ao fazer um balanço sobre o andamento das articulações da chapa majoritária liderada por ACM Neto (União Brasil). Durante coletiva de imprensa na capital baiana, o gestor ironizou a falta de consenso de outros grupos políticos em âmbito nacional e estadual, comparando o planejamento de sua base com o cenário de incertezas que ainda trava alianças externas às vésperas das convenções oficiais.
Bruno Reis garantiu que os espaços destinados aos suplentes na corrida pelas cadeiras do Senado já entraram em fase de ajustes estritamente burocráticos. O prefeito destacou que a tranquilidade interna do grupo reflete o amadurecimento das tratativas, que caminham sem os sobressaltos vistos em palanques concorrentes.
“Estamos fechando os suplentes, né? Mas o mais importante, quando você conversa Brasil afora aí, que ainda tem gente que já tava com convenção marcada, não sabe nem quem vai ser o vice, nem quem vai ser o candidato a senador. A gente tá muito bem, obrigado”, alfinetou o chefe do Executivo soteropolitano.
Raio-X dos Critérios Territoriais
Sem dar margem para especulações ou vazamento de nomes antes da homologação oficial, o gestor revelou que a engenharia política capitaneada pelo União Brasil e partidos aliados está pronta. O desenho das suplências do senador Ângelo Coronel (PSD) e do ex-ministro João Roma (PL) obedece a um minucioso cálculo geográfico para equilibrar a representação das diferentes regiões e territórios de identidade da Bahia.
“Faltam detalhes finais, eu não quero antecipar nomes não, mas eu acho que a chapa do senador Ângelo Coronel já está fechada, suplentes, e estamos concluindo aí o fechamento da chapa de suplentes do pré-candidato João Roma”, explicou Bruno Reis, detalhando a complexidade dos fatores avaliados pelo conselho político. “Levando em consideração critérios políticos, partidários, perfil, tentando buscar representações que também de regiões da Bahia, enfim, valorizando… é um conjunto de critérios e fatores que leva para o fechamento dos suplentes aí”, completou.
Convenção sem Ruídos
O prefeito descartou qualquer possibilidade de ruído ou disputa interna de última hora que possa comprometer a unidade do bloco. Com a convenção partidária batendo à porta, marcada para a próxima quarta-feira, dia 22 de julho, o gestor demonstrou confiança absoluta na solidez do grupo para iniciar a caminhada eleitoral. “Mas de problemas, nós não temos problemas, até o dia 22 para que dê tudo certo — e vai dar, com fé em Deus, a convenção. Esses são os menores [dos problemas]”, concluiu.