O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou duramente a gestão do governo estadual, sob comando do PT, em relação à condução das obras da Ponte Salvador-Itaparica. Em declarações concedidas ao portal BNews, Reis afirmou que a obra “não é tratada com a seriedade que se exige” e que o projeto acabou virando uma “chacota nacional” devido à falta de planejamento e licenças básicas.
De acordo com o prefeito, a gestão municipal não se opõe ao empreendimento, mas cobra que os trâmites legais e técnicos sejam respeitados. “Sou a favor da ponte, sou a favor de todas as obras. Na hora em que derem entrada no projeto… Zé, a ponte não tem projeto. Não tem projeto na prefeitura”, afirmou Reis.
O gestor da capital baiana argumentou que a proposta ainda não dispõe de autorizações essenciais de órgãos ambientais e do patrimônio. Ele ressaltou que a prefeitura só pode conceder o licenciamento definitivo após o cumprimento de exigências do Ibama, do Iphan, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Capitania dos Portos.
“Não sou eu, não é o prefeito que exige isso, é a lei que está em vigor e precisa ser cumprida”, pontuou.
Reis também questionou a estratégia adotada pelo governo do Estado ao iniciar intervenções em Vera Cruz antes de solucionar o trecho considerado o mais complexo de toda a obra de engenharia.
Segundo o prefeito, o pilar central do projeto envolve fundações a 60 metros de profundidade no espelho d’água, com necessidade de perfurar mais 40 metros de rocha — somando 100 metros até a base —, além de uma estrutura que subirá 95 metros acima do nível do mar.
“Esse é o gargalo da obra. A obra tinha que começar por lá, porque esse é o principal desafio a ser vencido. Não, a obra está começando por Vera Cruz com uma estaca na areia para dizer que começou a obra na véspera das eleições, e virou uma chacota nacional”, criticou. “Se fosse tratar com seriedade, era para trabalhar, trabalhar, trabalhar e depois entregar.”
O prefeito reforçou que o município garantirá a aprovação imediata da proposta assim que o projeto executivo e os laudos ambientais e técnicos forem devidamente entregues e regularizados pelas autoridades estaduais e pelo consórcio responsável.