O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez duras críticas à gestão do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em relação à saúde pública e ao cumprimento de prazos de obras no estado. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14).
Ao ser questionado sobre o sistema de regulação de pacientes — fila gerida pelo governo baiano para a transferência e atendimento de casos de média e alta complexidade —, o prefeito classificou como “mentira” a narrativa de que o problema estaria resolvido ou que não haveria espera por leitos.
“Quem quer resolver, a primeira coisa é reconhecer que o problema existe. Governar é sentar a bunda na cadeira, tomar decisões de forma estratégica, com planejamento e investimento. E Jerônimo não fez isso. Não tem governo, não tem estratégia”, declarou Bruno Reis.
O gestor soteropolitano também questionou o andamento da construção de unidades de saúde no interior e na capital, citando promessas não cumpridas de entregas de hospitais regionais e policlínicas.
“O que é que ele fez para mudar a fila da regulação? Começou a anunciar construção de hospitais regionais que sequer, se não me engano, só o de Alagoinhas foi entregue. Outros que já deveriam ter iniciado há mais de ano, como a Policlínica da Barra: você chega lá, tem um tapume, tem uma placa e não tem uma estaca batida, não tem uma alvenaria construída”, afirmou.
Segundo o prefeito, a falta de acompanhamento das obras públicas reflete uma deficiência de cobrança e fiscalização por parte do Executivo estadual sobre secretários e fornecedores.
“Ele não governa, não decide, não sabe por que a obra está parada, não cobra dos secretários. As coisas não acontecem. Ele fala sem nem saber. Falou em emissora de TV que a policlínica já estava quase pronta, ia ser entregue. Você chega lá e não tem nada”, pontuou.
Ao comparar o modelo de administração municipal com o estadual, Bruno Reis recorreu a um ditado popular sobre o acompanhamento constante da gestão pública.
“Isso é falta de gestão, gente. Cobrança. Aqui minha equipe sabe, todo dia é cobrança. O gado só engorda com o olho do dono. É você monitorando, dando atribuição, fiscalizando e cobrando metas e resultados”, concluiu.