Após operação, prefeito afirma que procuradoria municipal já acionou a Justiça para suspender repasses financeiros e instaurar sindicância interna
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) confirmou, nesta quinta-feira (16), que a Prefeitura de Salvador adotou sanções administrativas e jurídicas drásticas contra empresas prestadoras de serviço que se tornaram alvo de uma operação recente do Ministério Público (MP). Durante coletiva de imprensa no bairro do Comércio, o gestor revelou que o município já vinha monitorando a qualidade técnica dos contratos e acionou a Procuradoria Geral do Município (PGM) para paralisar pagamentos imediatamente.
“Já adotamos. Já adotamos as medidas. Já vinha por prestar péssimos serviços essas empresas, a Prefeitura já vinha, seja administrativamente, seja judicialmente, impedindo que elas fossem contratadas pelo poder público. Agradeço ao Ministério Público pela operação”, declarou Bruno Reis, ressaltando que o município cooperará ativamente para o esclarecimento célere de desvios e cobrando a punição dos envolvidos após o devido processo legal.
Segundo o prefeito, a PGM protocolou um pedido junto ao Poder Judiciário para que as decisões liminares permitam o distrato sumário e o bloqueio de faturas em aberto. “Nossa Procuradoria teve despachando com a juíza pedindo a ela que ampliasse os efeitos pra gente automaticamente, imediatamente, rescindir os contratos e suspender qualquer eventual pagamento que esteja aí tramitando de alguma fatura ou de alguma medição ou de qualquer nota fiscal”, explicou, garantindo a abertura de uma sindicância interna.
Ao finalizar o posicionamento, Bruno Reis aproveitou para traçar uma linha divisória entre a reação de sua equipe de governo e o comportamento histórico adotado pelo grupo de oposição do PT frente a denúncias em instâncias estaduais. “Veja, uma postura completamente diferente da que os nossos adversários praticam quando é identificado irregularidades nos seus governos”, alfinetou o prefeito.