Salvador, 11/09/2026 12:47

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Bruno Reis acusa gestão Jerônimo de omitir dados da saúde: ‘Capital assume obrigações do Estado’

andre

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez duras críticas à atuação do governo da Bahia nas áreas de saúde e segurança pública. Em declarações prestadas à imprensa, o gestor rebateu questionamentos sobre a segurança e a absorção de demandas de saúde vindas do interior do estado, direcionando cobranças diretamente ao Poder Executivo estadual, comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Ao ser questionado sobre declarações do governo em relação à política de segurança na capital e na área de saúde, Bruno Reis ironizou a postura dos gestores estaduais.

“Eu fico olhando esse governo falar da saúde… Quando o governador vai falar da política de segurança do município de Salvador em entrevista, rapaz, ou ele tá no mundo da lua, ou é muita cara de pau mesmo. Porque todo mundo sabe que a segurança é responsabilidade do governo do Estado. As prefeituras, por ausência do governo, é que fazem um trabalho auxiliar”, afirmou o prefeito.

Além da segurança pública, o gestor municipal rebateu alegações sobre o financiamento e a cobertura do sistema de saúde na capital, ressaltando a alta demanda de moradores vindos de outros municípios baianos para atendimento nos hospitais municipais.

“Na saúde, 75% das crianças que nasceram na Maternidade Municipal são do interior. Você vai no Hospital Municipal, vai no Hospital do Homem, lá na Cidade Baixa… três hospitais que nós implantamos com a prefeitura arcando com o dinheiro, porque todo o dinheiro da média e alta complexidade tá com o governo”, declarou.

Bruno Reis também acusou a administração estadual de omitir a real sobrecarga assumida pela rede municipal e defendeu que o município tem arcado de forma solitária com investimentos de alta complexidade.

“Quando eles falam que nós implantamos dois, mentira. Porque são três grandes hospitais, todos custeados com recursos da prefeitura. Coisa que no governo deles, à frente da gestão da saúde, eles não tiveram a condição sequer de ampliar a atenção básica. Hoje, o recurso da alta e média complexidade tá com o governo, mas mesmo com o dinheiro na mão deles, nós abrimos três hospitais”, destacou.

Segundo o prefeito, a participação de pacientes oriundos do interior do estado é expressiva em procedimentos de média e alta complexidade, incluindo cirurgias eletivas e vasculares.

“Em média, nos outros hospitais, 60% também de atendimentos do interior: de cirurgias eletivas, cirurgias vasculares, diversos procedimentos que eram obrigação do Estado fazer e não faz, e a prefeitura vem dando a sua contribuição”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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