Salvador, 23/09/2026 09:18

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Bruno Reis acredita em eleição no 1º turno na Bahia e prevê disputa nacional ‘apertada’

andre

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Prefeito de Salvador analisa cenário eleitoral, destaca peso de governadores eleitos para o segundo turno presidencial e aponta alta desaprovação do governo federal

Em entrevista concedida à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (23), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), avaliou as perspectivas para as eleições municipais e estaduais na Bahia e traçou um diagnóstico sobre o cenário político nacional. Para o gestor da capital baiana, a disputa ao governo do estado tende a ser decidida ainda no primeiro turno, enquanto a corrida presidencial aponta para um embate acirrado no segundo turno.

Segundo Bruno Reis, a polarização na Bahia afunilou a disputa local, o que reduz as chances de uma segunda rodada de votação.

“Acho que na Bahia a eleição é de um turno só, porque temos na prática dois candidatos. Existem outros, mas não têm grande densidade, e a tendência é a eleição ser de um turno só”, afirmou o prefeito.

Cenário nacional e segundo turno

Em contraste com o quadro estadual, Bruno Reis projetou uma eleição nacional mais ampla e com desfecho prolongado, citando a diversidade de candidaturas postas no campo federal.

“Diferente da nacional, que aí sim já temos muitos candidatos. Tem dois ex-governadores que tiveram bons desempenhos à frente das gestões de seus estados, tem alguns do Centro, tem o Renan que representa um voto mais de extrema-direita e outros candidatos — se não me engano, passam de dez candidatos. Então, é eleição de dois turnos”, analisou.

O prefeito ressaltou que a definição da disputa presidencial exigirá articulação intensa durante as semanas que separam os dois turnos.

“Ainda faltam 11 dias do primeiro, mas quase 25 dias do segundo turno. Eu brinco que, nesse período, um dia equivale a uma semana, uma semana equivale a um mês e um mês equivale a um ano. Tem muita água para passar por baixo da ponte”, ponderou.

Rejeição de governantes e o peso dos palanques regionais

Ao comentar a dinâmica de recondução de cargos executivos, Bruno Reis apontou que o desempenho dos governantes nas urnas está diretamente atrelado aos índices de aprovação de suas gestões, usando o cenário do governo federal para ilustrar o argumento.

“Independente da posição política, um governo para ser reconduzido precisa ter uma aprovação maior que a desaprovação. Por que o ex-presidente não se reelegeu? Porque ele tinha uma desaprovação maior do que a aprovação. E hoje, digo isso com tristeza porque torço para o Brasil e para o nosso país ir bem, o atual presidente tem uma desaprovação maior que a aprovação”, declarou.

Para o gestor baiano, o equilíbrio mostrado pelas pesquisas de intenção de voto indica que o apoio dos governadores eleitos nos estados será o fator decisivo para a definição do próximo presidente.

“Qualquer pesquisa de segundo turno, de todos os institutos, nenhuma dá uma diferença de mais de 2% — ou para um candidato ou para o outro. Na política, 2% é 1%. Vai ser uma eleição apertada, e acho que no final o que pode desequilibrar são as vitórias regionais e a capacidade desses candidatos de buscar o apoio dos governadores eleitos no primeiro turno”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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