O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu nesta quinta-feira (26) a declaração do senador Jaques Wagner (PT), que classificou como “bravata” a previsão de que ACM Neto (União Brasil) poderá vencer a disputa pelo governo da Bahia com uma vantagem de 500 mil votos sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Durante a entrega da requalificação e drenagem da Rua 19 de Maio, em Brotas, conhecida como “Buraco da Gia”, Bruno manteve a projeção e questionou o conhecimento que, segundo ele, integrantes da base governista têm sobre as transformações realizadas em Salvador.
“Ah, rapaz, oh meu amigo, eu acho que eles não andam, eles não conhecem a cidade.”
Bruno critica grupo de Jerônimo
O prefeito afirmou que adversários políticos estariam concentrados em determinadas áreas da capital e não acompanhariam as intervenções realizadas pela Prefeitura em bairros mais afastados.
“Eles vivem só no centro, não sabem das transformações e das intervenções que a prefeitura realizou por toda a cidade.”
Na avaliação de Bruno, as obras e serviços executados pela administração municipal teriam produzido mudanças perceptíveis para os moradores e contribuído para a força eleitoral do grupo político liderado por ACM Neto em Salvador.
“Enquanto transformou a vida das pessoas.”
A declaração ocorre em meio à disputa entre os grupos de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues pelo eleitorado da capital. Salvador é considerada um dos principais redutos eleitorais da oposição ao governo estadual.
Prefeito cita eleição municipal
Bruno Reis também utilizou a eleição municipal de 2024 para rebater a avaliação de integrantes do grupo governista. Segundo ele, aliados de Jerônimo apostavam na vitória de Geraldo Júnior (MDB), então candidato apoiado pelo governador à Prefeitura de Salvador.
“Eles diziam que Geraldinho ia ganhar e eles viram que eles ganharam aqui na eleição passada.”
Na eleição de 2024, Bruno Reis foi reeleito prefeito de Salvador no primeiro turno, enquanto Geraldo Júnior terminou a disputa em segundo lugar.
A troca de declarações entre Bruno e Wagner ocorre em um momento de intensificação da disputa eleitoral na Bahia, com os dois principais grupos políticos do estado buscando consolidar alianças e ampliar sua vantagem em diferentes regiões do eleitorado.