O organizador do 1º Encontro de Comunicação Legislativa da Bahia, Breno Valadares, destacou nesta quarta-feira (11) a importância do desenvolvimento de estratégias de comunicação para a divulgação das ações dos mandatos dos vereadores. Para isso, citou Valadares, que é membro da OAB-BA e presidente da Comissão de Processo Legislativo, é necessário que os presidentes das câmaras municipais foque a comunicação institucional para a divulgação dos atos dos membros do parlamento.
“O presidente de Câmara tem que estar sensível a essa demanda, porque não só a comunicação institucional feita pela própria Câmara, mas a comunicação feita pelos mandatos. A Câmara hoje, ela dispõe de poucos recursos e os vereadores também dispõem de poucos recursos. E a Câmara, ela é a união desses vereadores e ela pode traduzir, unir esse recurso para possibilitar ao vereador que ele tenha um contato melhor com a população. Ou seja, ao invés de você fazer campanha durante 45 dias, você pode fazer campanha durante quatro anos usando a comunicação institucional da Câmara e usando seus projetos de lei, aquilo que você faz para benefício da população. Como vamos dizer, para você ‘comprar o voto’ das pessoas de forma legal e de forma legítima, porque é isso que o vereador tem que fazer, se reeleger com o seu trabalho e não apenas nos 45 dias de eleição”, salientou Breno Valadares.
Ele complementou: “O vereador tem a oportunidade de conquistar o voto do seu eleitor durante 4 anos, ao invés de ficar amarrado a uma legislação eleitoral que só permite que ele tenha 45 dias para fazer campanha. A campanha por um vereador eleito é eterna, porque ela é nada mais nada menos, ao fim ao cabo, o resumo do seu trabalho”.
Breno Valadares falou sobre o Encontro de Comunicação Legislativa: “É um tema fundamental, não só para os operadores do direito, não só para os fazedores de lei, deputados, vereadores, mas eu ressalto que é importante para você que é estudante de comunicação, jornalista, comunicólogo, essa é uma coisa fundamental. Porque se a gente quer hoje reverberar o que acontece no parlamento com qualidade e conteúdo, a gente precisa entender um pouco sobre a sensibilidade e ser uma ponte, ter sensibilidade e conteúdo para o jornalista ser uma ponte entre o juridiquês e a linguagem simples que a população precisa ter”.
