Petista diferencia direita democrática de núcleos radicais, apoia fim da escala 6×1 e exalta mobilização de jovens e idosos no segundo turno.
O deputado estadual eleito Tagner Cerqueira (PT) avaliou nesta quinta-feira (29), nos estúdios da Piatã FM, em Salvador, o clima de polarização partidária que marcou as eleições nacionais. Ao ser questionado sobre a divisão do eleitorado, o parlamentar traçou uma distinção clara entre os setores tradicionais da centro-direita brasileira e o que chamou de facção extremista do bolsonarismo.
Tagner sustentou que o grupo ligado ao ex-presidente atua deliberadamente para desestabilizar o país. “Não é uma disputa comum entre esquerda e direita, porque não considero Flávio Bolsonaro de direita: considero da extrema-direita. A turma do bolsonarismo é uma seita do ‘quanto pior, melhor’, que vive de mentiras e fake news para desqualificar adversários. Com a direita democrática nós dialogamos; com essa seita radical, não”, declarou.
O petista pontuou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhará para pacificar o país por meio de políticas públicas inclusivas. “Lula governa para todos: para o agronegócio, os movimentos sociais, a classe média e a periferia. Diferente da oposição, que foi contra o fim da escala 6×1 e só recuou na reta final por medo do prejuízo eleitoral. No segundo turno, o povo tomou conta do processo: vimos idosos e a juventude se levantando nas ruas de todo o Brasil pelo medo real de ver o país entregue ao despreparo”, finalizou.