Relator do orçamento federal, senador cobrou a execução das verbas para habitação popular e chancelou a expansão do programa “Morar Melhor” para o interior da Bahia com teto de R$ 15 mil por reforma.
O senador Ângelo Coronel (Republicanos) fez duras críticas à paralisia das obras de habitação popular no estado e cobrou respostas sobre a aplicação das verbas federais destravadas no Congresso Nacional. Durante discurso na plenária do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, realizada no bairro do Cabula, em Salvador, na noite desta segunda-feira (27), o parlamentar revelou que a Bahia enfrenta um déficit habitacional de 480 mil moradias e confrontou a falta de entregas do programa Minha Casa, Minha Vida na capital.
Na condição de relator da peça orçamentária da União, Coronel destacou ter garantido a alocação de recursos significativos para o setor, mas apontou a ausência de execução na ponta. “Eu coloquei no meu relatório do orçamento R$ 15 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida. Conversando com o prefeito Bruno Reis, ele me confirmou que nenhuma casa do programa foi entregue este ano em Salvador. Falar que vai começar e não entregar é enganação à vista. Se alguém quiser gravar e levar para o governador ou para os ministros na Esplanada, gravado está: o recurso foi alocado”, declarou.
Diante do gargalo enfrentado pelas famílias de baixa renda, Coronel defendeu a transformação do programa municipal “Morar Melhor” em política pública estadual. A proposta foi chancelada no ato por ACM Neto (UB), que garantiu a expansão do projeto para áreas urbanas e rurais do interior baiano, estipulando um teto inicial de R$ 15 mil por moradia reformada. “Em pleno século XXI, ainda vemos do avião casas no interior cobertas com lona preta ou palha de oricuri. O poder público precisa atuar onde a população não tem dinheiro para reformar”, pontuou o senador.