Salvador, 11/09/2026 17:02

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Augusto Vasconcelos acusa extrema-direita de querer transformar Brasil em “neocolônia”

Compartilhe:

google-news-follow

Secretário afirma que Bahia vive melhor momento do mercado de trabalho e defende continuidade de projeto liderado por Lula e Jerônimo

O secretário do Trabalho, Emprego e Renda da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, afirmou que o Brasil vive uma disputa sobre os rumos de seu projeto econômico e acusou a extrema-direita de defender a entrega de setores estratégicos da economia nacional a interesses estrangeiros. As declarações foram feitas durante evento promovido pelo SindSefaz, no Hotel Fiesta, no Itaigara, em Salvador.

Ao avaliar o cenário econômico baiano, Vasconcelos destacou os avanços na geração de empregos e na atração de investimentos. Segundo ele, a Bahia atravessa o melhor desempenho do mercado de trabalho desde o início da série histórica.

“O Estado da Bahia tem modernizado sua gestão e ampliado a capacidade de atração de investimentos. Isso tudo, evidentemente, nos coloca como líderes da geração de empregos na região Nordeste e estamos com os melhores desempenhos do mercado de trabalho baiano, desde o início da série histórica, tanto na PNAD Contínua quanto nos dados do Caged”, afirmou.

Apesar dos resultados, o secretário reconheceu que ainda existem desafios para o estado, principalmente relacionados à renda, industrialização e desigualdades entre as regiões.

“No entanto, ainda temos muitos desafios. Aumentar a renda média, impulsionar a industrialização, enfrentar as desigualdades regionais”, declarou.

Investimentos e crescimento

Vasconcelos atribuiu parte dos resultados a um projeto de desenvolvimento conduzido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em diálogo com diferentes setores da sociedade.

“Em tudo isso, o governador Jerônimo tem liderado um amplo projeto em diálogo com o setor produtivo, com os trabalhadores, com a sociedade, com o Parlamento, para que nós tenhamos um impulso ao crescimento econômico com distribuição de renda”, disse.

O secretário citou investimentos em educação, infraestrutura e mobilidade como exemplos da estratégia adotada pelo governo estadual.

“É por isso que a gente tem avançado em investimentos importantes, com as 700 escolas de tempo integral, mais de 6 mil quilômetros de estradas, obras de infraestrutura relevantes, como o VLT, a expansão do metrô aqui em Salvador, investimentos em diversos segmentos da nossa economia”, afirmou.

Segundo Vasconcelos, essas ações contribuíram para que a Bahia mantivesse um desempenho econômico próximo da média nacional.

“Isso tem possibilitado que a Bahia tenha tido crescimento econômico, assim, na média nacional”, declarou.

Críticas à oposição

Na avaliação do secretário, a economia brasileira ainda enfrenta obstáculos relacionados à conjuntura internacional e às condições macroeconômicas, como os juros elevados e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

“A gente tem gargalos importantes na macroeconomia, como taxas de juros elevadas, o tarifácio imposto pelo governo norte-americano”, afirmou.

Vasconcelos, porém, disse que o cenário econômico também deverá ser utilizado como tema central no debate eleitoral. Para ele, é necessário expor os interesses que estariam por trás das propostas da oposição.

“Mas tudo isso a gente entende que é importante conversar neste processo eleitoral para desmascarar quais são os interesses daqueles que querem destruir a economia e as oportunidades para a população”, declarou.

Em seguida, o secretário direcionou as críticas ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A turma do Bolsonaro, que tem uma aliança com a turma do Trump, quer desnacionalizar a nossa economia, transformar o Brasil numa neocolônia”, acusou.

Defesa de Lula

Vasconcelos também defendeu a continuidade do projeto político e econômico liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a região Nordeste tem sido beneficiada pela estratégia adotada pelo governo federal.

“Estão aliançados com o presidente Lula e têm buscado uma estratégia de desenvolvimento do país, incluindo todas as pessoas, e a região Nordeste tem se beneficiado”, afirmou.

Para o secretário, o país precisa avançar na industrialização e evitar a perda de setores estratégicos para interesses estrangeiros.

“A gente precisa avançar mais e não podemos permitir a interrupção de um projeto que olha para o povo brasileiro com as suas capacidades para que nós tenhamos o fortalecimento da economia nacional e não a entrega das nossas indústrias, das nossas terras aráveis, como querem a extrema-direita e o governo dos Estados Unidos”, disse.

“Salvação nacional”

Com o processo eleitoral no centro do discurso, Vasconcelos classificou a escolha presidencial como decisiva para os rumos do país e defendeu abertamente a recondução de Lula ao Palácio do Planalto.

“É por isso que o Brasil está num momento importante, faltando 20 dias para a eleição presidencial, onde está em jogo quem são os verdadeiros patriotas. E o lado de lá já demonstrou que não tem compromisso com o Brasil”, afirmou.

Segundo ele, Lula representa uma alternativa de defesa dos interesses nacionais e de maior articulação internacional.

“E o presidente Lula, que tem sido um estadista, defendendo os interesses nacionais em todas as esferas, dialogando com todos os países, propondo a paz, precisa ser reconduzido, porque isso tem a ver com a salvação nacional”, declarou.

O secretário ampliou a defesa do presidente para o cenário latino-americano.

“E eu vou dizer mais, até com a salvação da América Latina, para que nós não nos tornemos um quintal de interesses de nenhuma potência”, afirmou.

Ao concluir, Vasconcelos defendeu uma política externa baseada na integração regional e em um cenário internacional multipolar.

“O Brasil tem que seguir seu próprio caminho junto com os países da América Latina, mas apontando para a necessidade de um mundo multipolar que garanta a paz, que garanta distribuição e o equilíbrio da economia”, disse.

Para ele, esse projeto depende da construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento.

“Evidentemente precisa de um projeto de nação, e não há nenhuma possibilidade desse projeto avançar se não for liderado pelo presidente Lula”, afirmou.

Vasconcelos encerrou a fala reafirmando seu alinhamento político com o governador Jerônimo Rodrigues e com o governo federal: “A gente está aqui junto com o time do governador Jerônimo e o time que está ajudando a transformar o Brasil, o presidente Lula e essa equipe”.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM