Em sabatina na rádio, parlamentar baiano pontuou que templos religiosos mantêm frequência normal por possuírem respaldo comunitário, mas lamentou a rotina alterada pela violência.
No dia 3 de junho de 2026, em Salvador, Bahia, o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) analisou os impactos da crise de segurança pública sobre as práticas religiosas nas comunidades soteropolitanas. Entrevistado pelos radialistas André Spínola, Fernanda Cruz e Evilásio Jr. na rádio CBN Bahia, o parlamentar, que acumula a liderança estadual de sua agremiação política e atua como pastor evangélico, destacou que as instituições de fé contam com uma blindagem social peculiar, embora o medo de confrontos armados venha ditando novos comportamentos urbanos.
De acordo com o relato do congressista, os cidadãos continuam frequentando os cultos devido à histórica inserção dos templos na estrutura dos bairros, o que gera uma relação de deferência inclusive por parte de indivíduos envolvidos com atividades ilícitas. Marinho observou que a convivência comunitária estabelece laços que transcendem a criminalidade local. “E a igreja já está ali há bastante tempo, e às vezes até parentes de pessoas que, infelizmente, estão no tráfico de drogas são frequentadores da igreja, então existe um respeito muito grande até por parte dessas pessoas, infelizmente, que estão no crime organizado ou são usuários de drogas, um respeito pelas instituições religiosas”, pontuou o entrevistado.
Apesar desse respaldo, o deputado federal ponderou que a tranquilidade pública foi rompida, forçando os fiéis a realizarem adaptações logísticas para evitar os horários de maior vulnerabilidade nas vias públicas. Marinho asseverou que, embora não registre a interrupção total das atividades religiosas por ordens externas, testemunha uma mudança forçada nos hábitos dos trabalhadores. “Mas o que realmente pega é a tranquilidade, né? A paz que as pessoas estão perdendo. A insegurança é muito grande e acabam as pessoas mudando as suas rotinas, né? Deixam de ir às vezes à noite para a igreja, vai pela manhã para a igreja ou vai à tarde”, lamentou o parlamentar baiano em seu diagnóstico sobre a realidade local.
