Raul Menezes analisou na ExpoTech o impacto de guerras e tarifas internacionais, destacando a migração da compra de insumos da Europa para a Ásia.
As oscilações no cenário geopolítico global e as recentes taxações comerciais impostas por grandes potências afetam de forma distinta a cadeia baiana de cosméticos. No lançamento da ExpoTech 2026, em Salvador, o presidente do Sindcosméticos, Raul Menezes, explicou que o setor possui baixa dependência do mercado norte-americano, mantendo o foco comercial na América Latina.
“A indústria de cosméticos tem pouca exportação para os Estados Unidos. Exportamos mais, prioritariamente, para a América Latina. A Argentina é nosso principal comprador. Se a Argentina estiver bem, nós estamos vendendo mais”, revelou o dirigente, ponderando que conflitos e barreiras nos EUA causam baixo impacto direto no volume final exportado pelas fábricas locais.
Por outro lado, Menezes alertou para a vulnerabilidade na compra de matérias-primas, fortemente dependente de insumos internacionais. “Nossa matéria-prima, a maioria é importada. Qualquer coisa no comércio internacional prejudica nossa base de insumos. Antigamente importávamos dos Estados Unidos e Europa; hoje temos uma presença muito forte da Ásia e do Oriente Médio”, concluiu.