Salvador, 18/08/2026 13:52

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Após mais de 6 mil prisões, Wagner defende modelo tecnológico de segurança da Bahia: “Bandido bom é bandido preso”

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O senador Jaques Wagner (PT) defendeu, em entrevista à Rádio Princesa FM de Feira de Santana nesta terça-feira (18), a estratégia de segurança adotada pelo governador Jerônimo Rodrigues, baseada, de acordo com o senador, em inteligência e tecnologia. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia publicados ontem, o sistema de reconhecimento facial já contribuiu para mais de 6 mil prisões no estado, com mais de 5 mil câmeras distribuídas entre Salvador, Região Metropolitana e interior.

“Eu quero que o povo baiano entenda nossa proposta, porque muita gente fala de segurança, mas não apresenta nada de concreto. Este é um dado concreto, é com essa abordagem que devemos combater esse tipo de ameaça. Bandido bom é bandido preso”, afirmou o senador.

A tecnologia, porém, tem esbarrado na fragmentação das polícias entre os estados diante de organizações que operam em escala nacional. Por isso, Wagner sustentou a proposta do presidente Lula de criar o Ministério da Segurança, hoje dependente da aprovação da PEC da Segurança no Senado Federal. “Nós precisamos, por meio de um órgão federal, articular as polícias dentro do Brasil, e esse será o papel do ministério. As mesmas organizações criminosas que atormentam aqui, atormentam em São Paulo, no Rio de Janeiro e até mesmo fora do país”, disse, classificando esses grupos como “multinacionais do crime”.

A necessidade dessa articulação federal, para o senador, já foi demonstrada durante a Operação Carbono Oculto, realizada em conjunto pela Polícia Federal e pelas polícias Civil e Militar de São Paulo, que atingiu o braço financeiro do PCC e do Comando Vermelho. “Nós vamos vencer o tráfico quando, através de inteligência, de tecnologia, da internet, interrompermos o fluxo de lavagem de dinheiro do tráfico. O ditado popular diz que o que mais dói é o bolso, e eu concordo com isso”, explicou.

Wagner questionou ainda a ausência de rastreamento na origem de armas de alto calibre utilizadas pelo crime organizado. Ele observou que hoje existem chips para rastrear a procedência de carne bovina, de frango e até de ovos, mas fuzis fabricados em indústrias bélicas chegam às mãos de traficantes sem qualquer sistema de localização. “As drogas são feitas em fundo de quintal, mas fuzis de alto calibre não. Por que não tem chip inserido lá dentro? Deveríamos colocar em primeiro lugar o interesse da sociedade e não das empresas”, concluiu.

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