Líder do União Brasil rechaçou negociações de cargos no dia da eleição, lembrou experiência no Executivo e afirmou que foco prioritário é aprovar reformas estruturantes
A possibilidade de assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) foi veementemente rechaçada como pauta eleitoral por ACM Neto durante sua votação na UFBA. Respondendo a questionamentos sobre especulações que circularam nas redes sociais, o ex-prefeito sustentou que o apoio partidário deve ter caráter programático, e não fisiológico.
Neto foi categórico ao afirmar que nunca debateu indicações governamentais com o presidenciável:
“Não tenho nenhuma expectativa, isso não foi tratado. O propósito hoje é vencer a eleição pelos brasileiros, pelo nosso país. O que vai ser depois daí, somente o próprio Flávio, caso eleito, é que pode conduzir e decidir os caminhos do seu governo. Eu não tratei desse assunto, não tenho qualquer tipo de expectativa em relação a isso. A minha expectativa é apenas a de contribuir para a gente começar a mudar o Brasil e a Bahia a partir de hoje. Porque, como eu disse no dia 4 de outubro, para mudar a Bahia primeiro a gente vai ter que mudar o Brasil”, frisou.
Ao ser provocado novamente sobre um eventual convite ministerial, Neto invocou sua trajetória como gestor público para defender a autonomia do presidente eleito:
“Eu tenho muita experiência política e posso garantir que esse é o tipo de resposta que alguém experiente e responsável não pode dar no dia da eleição, muito menos tratar isso como especulação. Eu fui prefeito oito anos e sei como é que quem tem a caneta conduz a seleção de seu governo. Flávio deverá ter toda a liberdade para organizar sua gestão como ele achar melhor. E os partidos devem apoiá-lo independentemente de cargos ou espaços no governo, porque o Brasil precisará de uma agenda muito pesada de reformas que dependerão do Congresso. Na minha opinião, esse apoio deve ser dado incondicionalmente”, concluiu.