Secretário de Relações Institucionais do governo baiano minimizou o impacto da aliança do prefeito de Jequié com ACM Neto e afirmou ter o apoio dos gestores regionais.
O secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Adolpho Loyola, minimizou a aliança do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), com o grupo de oposição liderado por ACM Neto (União Brasil). Em entrevista recente, o auxiliar do governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a escolha de Cocá para integrar a chapa adversária como candidato a vice-governador não provocou uma debandada de prefeitos do Médio Rio de Contas para a oposição.
De acordo com Loyola, o governo estadual manteve interlocução direta com os municípios da região e preservou o apoio da grande maioria dos gestores locais.
“Nós fizemos um diálogo com o Zé o tempo inteiro, como o governador fez com todos os partidos. Zé Cocá tem uma liderança na região, mas dos prefeitos que ele tem na região, apenas dois seguem com ele. Todos os outros vão seguir conosco”, declarou o secretário.
Loyola defendeu a estratégia do governo de construir apoio político por meio da negociação contínua, criticando métodos coercitivos de gestão política. “Construção não é no chicote, nunca com pressão, nunca com submissão, mas com muito diálogo e com muita conversa”, afirmou.
Para reforçar a tese de consolidação do grupo governista no interior, o titular da SERIN citou o avanço do Palácio Ondina sobre bases que votaram na oposição na eleição estadual anterior.
“Peguei a lista das 40 cidades onde ACM Neto ganhou da gente na eleição passada. Todos esses 40 hoje nos apoiam”, sustentou o secretário.
Sobre a opção política de Zé Cocá em se alinhar à oposição, Loyola adotou um tom republicano, mas ressaltou que o governo manterá o diálogo com lideranças da região de Jequié.
“Nós tentamos, fiz do nosso diálogo o intuito de tê-lo aqui como mais um da nossa aliança. Mas ele fez uma opção, não posso desejar sorte para ele, mas nós vamos continuar trabalhando. Continuamos o diálogo com os prefeitos, vereadores e lideranças. Ele fez a opção dele, paciência”, concluiu.