O senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou nesta quinta-feira (7) que as pesquisas eleitorais sobre a disputa ao Senado em 2026 ainda não refletem o cenário real da corrida. Pré-candidato à reeleição, ele avaliou que a consolidação do quadro político deve ocorrer apenas após o período junino.
“Olha, pesquisa, quem está na frente sempre vibra e acha que é verdadeira, quem está atrás sempre questiona. Eu, como eu não tenho esse problema de ter medo de estar atrás ou está na frente, porque na eleição passada até uma semana eu era o quarto colocado e nós chegamos em segundo. Se demorasse mais um pouco, poderíamos chegar em primeiro. Então, a eleição vai começar realmente depois de São João e aí, depois de um mês, a gente vê quem tem farinha no saco ou quem tem unha maior subindo em parede”, afirmou o senador Angelo Coronel durante a cerimônia de entrega da comenda 2 de Julho ao secretário municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Sosthenes Macêdo.
Operação “Compliance Zero”
Coronel também comentou a nova fase da operação “Compliance Zero”, que, segundo investigações, envolve o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Ele defendeu cautela na análise das investigações e afirmou que não é possível antecipar conclusões.
“Bem, eu acho que essas operações primeiro têm que ser bem analisadas para ninguém pré-julgar ninguém. Eu não sou jurista, mas eu só posso atribuir culpabilidade quando se encerra o inquérito. Então tem muita gente na lista, possa ser que tenham pessoas que realmente cometeram algum delito e também algumas que podem ter entrado ali até por questões políticas. Então vamos aguardar o desenrolar para que a gente possa ter um parecer realmente quem tem culpa ou não”, afirmou o senador.
Título de Cidadão Soteropolitano para Flávio Bolsonaro
Questionado sobre a repercussão da aprovação do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Coronel minimizou as críticas de parlamentares que deixaram a sessão em protesto.
“Eu acho isso besteira não ficar numa sessão quando se concede um título de cidadania a alguém. Garanto que aqueles mesmo que saíram, se daqui para o ano, daqui a seis, sete meses, Flávio ganhar a eleição, serão os primeiros a estar na fila batendo palma. Então são pessoas que muitas vezes usam do oportunismo político. Hoje quem está atrás pode estar na frente, lá na frente. E aqueles que hoje vaiaram podem ser os primeiros a puxar o saco e aplaudir”, afirmou o senador.
