O senador Angelo Coronel afirmou, nesta quarta-feira (22), ser favorável à redução da jornada de trabalho no Brasil, mas fez ressalvas quanto aos possíveis impactos econômicos da medida, especialmente para os consumidores.
Em declaração publicada nas redes sociais, o parlamentar destacou apoio a um modelo que amplie os dias de descanso dos trabalhadores, mas ponderou que a mudança precisa ser planejada para evitar aumento de custos. “Gente, eu sou 100% a favor do trabalhador brasileiro. Eu sou 100% a favor de mudar a jornada de trabalho para que o trabalhador possa ter mais dias de descanso. Sou contra não. Eu me preocupo e critiquei porque eu não quero que o povo brasileiro pague essa conta, gente. Isso é óbvio. O empresário, gente, vai repassar isso para os preços, porque não tem como ele não repassar. Então quem é que vai pagar a conta? Nós, consumidores. Eu não posso ser a favor disso.”
Coronel defendeu que a eventual adoção de um novo modelo — como a escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de folga — seja acompanhada de medidas compensatórias. “Eu sou favorável, repito, reduz pra 5×2. O governo tem que sentar, fazer um planejamento. Isso é uma coisa séria. Não podemos transformar essa redução da escala em uma bandeira eleitoral, gente. Não pode não. Nós temos que tratar isso com seriedade. Se não, essa despesa vai repassar para o consumidor. Eu não posso ser a favor disso.”
O senador também sugeriu que o tema seja tratado por meio de acordo no Congresso Nacional, incluindo a desoneração da folha de pagamento para os setores afetados. “Quem me critica é porque não está sabendo fazer conta? Eu tenho uma solução pra resolvermos isso imediatamente: reunião do Congresso Nacional, a gente lavra um texto com acordo reduzindo a jornada de trabalho para cinco por dois, ou seja, cinco dias de trabalho e dois de folga. Com isso também, vamos fazer a desoneração da folha nesse mesmo projeto para todos os segmentos envolvidos, porque não pode só pagar a conta, né? Porque se não fizermos a desoneração da folha, ou seja, a redução de impostos, porque só o empregador que tem que pagar essa conta, não dá. O governo fica bem, os seguimentos, a classe política fica bem e o empresário que se campa? Está errado.”
Por fim, Coronel reforçou a necessidade de tratar o assunto com responsabilidade, evitando a politização do debate. “Então, cada um tem que ter a sua dose de participação. E aí, a gente vota isso, implanta de imediato e vamos aplaudir. Agora, eu quero repetir, isso é um tema gravíssimo. Não dá pra politizar um tema dessa natureza. Nós estamos mexendo com vidas, mexendo com o bolso das pessoas, com o lazer das pessoas.”
