O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (PSD) defendeu neste sábado (15), durante sabatina do Grupo A TARDE, o fortalecimento das guardas municipais e a ampliação da participação dos municípios no financiamento das políticas de segurança pública.
Na entrevista, Coronel afirmou que a segurança é uma atribuição do Estado, mas disse que o Congresso pode atuar por meio da elaboração de leis e da destinação de recursos para ampliar a estrutura das forças que atuam na área.
“Segurança pública, como saúde, é um dever do Estado, não é o dever do Parlamento. Mas, mesmo assim, nós estamos lá para voltar para a PEC da Segurança”, afirmou.
Autonomia para guardas municipais
O senador disse ainda ter apresentado um projeto de lei para ampliar a autonomia administrativa das guardas municipais. Segundo Coronel, a proposta prevê melhores condições para treinamento dos agentes e aquisição de equipamentos.
“Eu apresentei agora um projeto de lei para dotar também as polícias municipais, só as guardas municipais, de autonomia administrativa, autonomia tipo a Polícia Militar, recurso para isso, para treinamento, para compra de equipamento”, declarou.
Coronel também defendeu a qualificação dos profissionais das guardas municipais e comparou a necessidade de preparação dos agentes à formação exigida para integrantes das polícias militares.
“Eu defendo muito que a Polícia Militar e as guardas municipais recebam treinamento. Vai ser a mesma coisa da Polícia Militar. E quando a pessoa passa no concurso, ele precisa se colocar num treinamento para aprender a sua função”, disse.
25% do Fundo de Segurança para municípios
Como parte de sua proposta, o senador defendeu que 25% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam destinados aos municípios para investimentos nas guardas municipais.
“Eu defendo que, dos 100% do Fundo de Segurança Pública, os municípios recebam 25% para equipar suas guardas municipais”, afirmou.
Segundo Coronel, a medida também deve contemplar cidades que ainda não possuem esse tipo de estrutura.
“E aonde não tem, serem plantadas”, concluiu.