Iniciativa pioneira em Salvador articula cartão alimentação de R$ 200, aluguel social de R$ 400, melhorias habitacionais, bolsas de qualificação e acompanhamento contínuo por dois anos.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) detalhou a estruturação do programa Vida Nova, iniciativa da Prefeitura de Salvador voltada à erradicação da extrema pobreza e à emancipação de famílias em situação de vulnerabilidade. Desenvolvido a partir de indicadores técnicos e busca ativa territorial, o programa atende diretamente um público prioritário formado quase em sua totalidade por mulheres chefes de família.
“Criamos o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), identificando as dimensões de segurança alimentar, moradia, acesso a emprego e renda e aspectos psicossociais — como ser mãe solo, mãe atípica ou mulher negra. Mapeamos as 3.180 famílias mais pobres de Salvador, sendo 95% chefiadas por mães solteiras e mulheres negras da periferia. Entendemos que, mais do que transferência de renda, é preciso criar um olhar integral e cuidadoso”, explicou Ana Paula.
A vice-prefeita especificou o pacote integrado de benefícios que compõe a política pública. “De imediato, garantimos a alimentação com o cartão de R$ 200 para complementar outras rendas, como o Bolsa Família. Na moradia, pagamos R$ 400 de aluguel social para quem não tem casa própria e entramos com o Morar Melhor para reformar telhado e banheiro de quem já possui imóvel. Eles têm cartão com prioridade para consultas e vacinas na saúde. Além disso, pagamos a Bolsa EJA para os adultos voltarem a estudar e uma bolsa de qualificação profissional, doando o kit para quem quer abrir o primeiro negócio. São dois anos de assistência social contínua. Chorei de alegria nessa entrega, porque é um programa revolucionário”, relatou.