O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, afirmou não haver frustração do governo estadual após as movimentações políticas do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, e do deputado estadual Hassan, que acabaram permanecendo ou retornando à oposição.
Durante visita a Jequié, Loyola afirmou que a relação construída com as lideranças teve caráter institucional e esteve voltada aos interesses do município.
“Frustração nenhuma. Nós tínhamos um diálogo muito bom com o deputado Hassan, fez parte da base do governo durante três anos e três meses, ajudou o governador Jerônimo governar, fez várias pontes com o município e nós tínhamos uma relação institucional com o ex-prefeito de Jequié”, afirmou em entrevista ao portal BMF
Segundo o secretário, a interlocução política ocorreu em torno de demandas administrativas da cidade.
“Sempre disse isso, nossa relação era o bem comum para os munícipes de Jequié. Hassan trabalhou com esse intuito de fazer essa ponte.”
Loyola afirmou ainda que a decisão de Zé Cocá de permanecer no grupo oposicionista foi uma escolha política do próprio ex-prefeito.
“No final, o prefeito Zé Cocá fez a avaliação que é melhor continuar no grupo que ele está. Paciência, boa sorte para ele. Nós vamos tocar nossa vida na política e ele toca dele.”
O secretário também negou qualquer perda política para o governo estadual diante do desfecho das conversas.
“Para nós, frustração nenhuma. Ninguém perde o que nunca teve, certo. Então para nós está muito tranquilo.”
Ao comentar declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil), Loyola elevou o tom e criticou a relação do oposicionista com prefeitos e lideranças políticas do interior.
“Acredito que o ex-prefeito de Salvador, que não gosta de povo, não gosta de gente, agora também não gosta de prefeito. Eu quero saber com quem ele vai fazer campanha. Só com os amigos dele da Graça.”
Na sequência, o secretário afirmou que a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) mantém apoio consolidado de prefeitos, vereadores e lideranças municipais.
“Nós temos aqui do nosso lado nossos prefeitos, que marcham conosco, nossos vereadores, nossas lideranças, nossos ex-prefeitos, nossos presidentes de partido. Isso aqui é um grupo, um grupo político, um grupo que vem mudando a Bahia de uma forma democrática.”
Loyola também rebateu críticas da oposição sobre o peso da estrutura governista nas eleições de 2026 e disse que a articulação da base ocorre de forma coletiva.
“Nada é da cabeça de Wilson, é tudo de uma conversa com todo o grupo.”
Por fim, voltou a atacar ACM Neto ao associar sua postura política à dificuldade de diálogo com lideranças populares.
“Para nós, não muda nada porque a gente conhece bem quem não gosta de povo, não vai gostar de prefeito, não vai gostar de vereador, não vai gostar de gente”, afirmou.
