Candidato do União Brasil refutou críticas feitas pelo governador em sabatina de TV e defendeu compra de vagas na rede particular para salvar vidas
O embate sobre os modelos de gestão da saúde pública esquentou na tarde desta segunda-feira (14). Após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) insinuar, em sabatina na TV Bahia mais cedo, que o projeto “Pix Saúde” seria uma forma de privatização, ACM Neto (União Brasil) reagiu duramente durante coletiva de imprensa, chamando a crítica de desconhecimento e incapacidade administrativa.
O ex-prefeito negou a privatização e subiu o tom contra o petista. “É claro que não. Ele tá falando de uma coisa que ele não conhece, que ele não sabe e que ele não tem a capacidade de executar no seu governo. A gente tá vendo aí o drama da fila da regulação”, disparou. Para ilustrar o colapso do sistema atual, Neto relatou um episódio estarrecedor ocorrido no final de semana em Cícero Dantas. “Uma pessoa chegou e disse assim: ‘Neto, a regulação ligou pra uma senhora de Jeremoabo que tinha morrido há seis anos’. Seis anos depois a regulação liga e diz que tem a vaga”, contou.
Neto explicou que a prioridade continuará sendo o Sistema Único de Saúde (SUS), mas que a vida do paciente não pode esperar pela burocracia estatal, citando como exemplo o modelo aplicado em São Paulo. “Se não houver a vaga no hospital público, nós vamos ajudar a pagar o tratamento no hospital particular pra salvar a vida dessas pessoas. (…) A ideia aqui é a mesma: acompanhamento do Tribunal de Contas, fiscalização do Ministério Público. Nós vamos ampliar a quantidade de hospitais credenciados e remunerar de maneira adequada”, concluiu.