O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, durante sabatina na TVE, na noite desta quarta-feira (26), que pretende ampliar as políticas de combate ao racismo caso seja eleito.
Entre as propostas apresentadas estão o aprofundamento da política de cotas nos concursos públicos estaduais e a criação de um observatório permanente para receber denúncias de preconceito e racismo nos 417 municípios baianos.
Durante a sabatina, Neto destacou que a Bahia ainda enfrenta uma “dívida histórica” com a população negra, apesar de ser o estado com maior proporção de pessoas negras do país e de Salvador ter uma população majoritariamente negra.
O ex-prefeito de Salvador citou medidas adotadas durante sua gestão na capital, como o programa de combate ao racismo institucional. Segundo ele, a iniciativa estabeleceu mecanismos de fiscalização nos órgãos municipais para identificar e combater possíveis práticas discriminatórias.
“Como prefeito de Salvador, nós adotamos medidas muito importantes que eu quero trazer para o governo do estado da Bahia”, afirmou.
Neto também declarou que foi responsável pela implantação da política de cotas nos concursos públicos da Prefeitura de Salvador e disse que pretende aprofundar a medida caso chegue ao governo estadual.
“Nós sabemos que as oportunidades de emprego para brancos e negros não são iguais, assim como também a remuneração também não é igual. E, a partir daí, uma ação afirmativa do Estado é fundamental”, disse.
Observatório permanente
Entre as propostas apresentadas, o candidato também defendeu a criação de um observatório permanente no governo estadual, com atuação voltada para os 417 municípios baianos. A estrutura, segundo ele, funcionaria como um canal para denúncias de casos de preconceito e racismo.
A proposta prevê ainda articulação com o Ministério Público, o Poder Judiciário e os municípios para que medidas sejam adotadas diante das denúncias.
Combate ao racismo nas escolas
Neto também defendeu que o enfrentamento ao racismo comece nas escolas, por meio de ações de conscientização e educação.
“A formação das nossas crianças e dos nossos jovens é fundamental, mudar a cultura e começar, portanto, na escola esse trabalho de conscientização, de educação e, é claro, de reparação”, afirmou.