O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda não bateu o martelo sobre quem apoiará na disputa pelo Governo da Bahia nas eleições de 2026. O tucano disse que pretende conversar com aliados e pessoas próximas antes de definir seu posicionamento político.
Apesar de evitar antecipar o anúncio, Muniz destacou a proximidade que mantém com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e com o ex-prefeito ACM Neto, principais nomes da oposição ao grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Meu amigo, uma pessoa que eu gosto muito, Bruno Reis é uma pessoa muito amiga, é uma pessoa que eu tenho uma convivência de irmão. É uma pessoa que tem respeitado a Câmara da maneira em que sempre foi conversado”, afirmou.
Segundo o presidente do Legislativo municipal, a relação institucional entre Câmara e Prefeitura passou por mudanças nos últimos anos, com maior autonomia do Parlamento.
“Muitas pessoas aqui tinham a Câmara Municipal anteriormente como a Secretaria da Prefeitura, hoje em dia não é mais assim”, declarou.
Muniz afirmou ainda que a relação construída com Bruno Reis será um dos fatores considerados na escolha de seu apoio eleitoral. “Pode ter certeza que Bruno é uma pessoa que conta muito em relação ao apoio que eu vou dar. Tenho respeito e admiração”, disse.
Diálogo com o Governo do Estado segue, afirma vereador
Mesmo próximo ao grupo político do prefeito de Salvador, Carlos Muniz destacou que mantém uma relação de diálogo com integrantes da gestão estadual, citando o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola.
O vereador afirmou que a interlocução com o governo Jerônimo Rodrigues ocorre de forma institucional, principalmente na busca por soluções para demandas da capital baiana e do Estado.
“Loyola é uma pessoa que eu falo, convivo. Quando ele tem alguma necessidade de resolver alguma coisa no município, ele me procura e eu tento resolver. Quando eu tenho alguma coisa no Estado para que tenha uma solução, é a primeira pessoa a procurar”, afirmou.
Ao comentar o cenário político para 2026, Muniz ressaltou que as relações pessoais devem permanecer preservadas, independentemente das alianças eleitorais que forem definidas. “No momento certo nós podemos estar no palanque ou fora do palanque, mas a amizade continua”, concluiu.