Oposicionista negou que sua intenção fosse ofender o governador na esfera pessoal, mas manteve críticas aos índices de violência do Estado
O ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) minimizou o impacto político da controvérsia gerada por uma fala sua em que afirmava ter o objetivo de “humilhar” o governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições. Abordado durante evento com vereadores em Salvador, nesta quarta-feira (1º), ele negou qualquer prejuízo à sua pré-candidatura e esclareceu as circunstâncias da declaração.
Ao ser questionado se sentia arrependimento, Neto foi incisivo: “Não, de jeito nenhum. Até porque, repito, houve um contexto e essa declaração foi dada dentro de um contexto. Jamais foi o propósito de humilhar o governador, nem muito menos a figura de Jerônimo”, explicou o pré-candidato ao Governo do Estado. Segundo ele, a intenção era evidenciar a crise de violência na Bahia em comparação a gestões aliadas em outras regiões. “Foi de mostrar esse contraste que existe entre a segurança pública da Bahia e, naquele caso específico, do estado de Goiás”, pontuou.
Apesar de manter a dura crítica à condução da segurança pelos governos petistas, ACM Neto assumiu que a escolha da palavra abriu margem para interpretações indesejadas. “Talvez o termo não tenha sido bem empregado, isso aí eu reconheci, não tem problema nenhum. Mas não traz nenhum problema porque é um debate político que as pessoas entendem”, avaliou.