Em agenda pelo Vale do Jiquiriçá, ex-prefeito de Salvador critica promessas não cumpridas da gestão Jerônimo e propõe compra direta de vagas no setor privado para pacientes da rede pública
Durante agenda de pré-campanha realizada neste sábado (25) no Jaguar Clube, em Jaguaquara, o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apresentou os detalhes do “PIX Saúde”, proposta formulada para enfrentar a crise na regulação médica do estado. A iniciativa integra as diretrizes do programa “Sua Voz É Nossa Voz”, plataforma voltada à arrecadação de demandas regionais para a elaboração do plano de governo da oposição.
Ao responder a questionamentos sobre a viabilidade financeira e operacional de recorrer à iniciativa privada, ACM Neto sustentou que a prioridade da gestão continuará sendo o fortalecimento da rede pública e filantrópica, mas garantiu que o Estado intervirá financeiramente nos casos de urgência represados em filas de espera.
“A nossa prioridade será internar o paciente na rede pública ou na rede filantrópica que seja parceira da rede pública. Mas quando não houver vaga e o paciente tiver uma necessidade urgente e esteja na fila esperando, sim, nós vamos buscar vaga na rede particular e ajudar o paciente a custear o seu tratamento no hospital particular através do PIX Saúde”, explicou o ex-prefeito.
Cobrança por resultados
Neto criticou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na condução da saúde pública e argumentou que o enfrentamento do gargalo exige soluções imediatas e fora dos moldes tradicionais.
“Há quatro anos Jerônimo prometeu zerar a fila da regulação, e o que a gente está vendo hoje é, infelizmente, as famílias angustiadas, sofrendo porque não conseguem uma consulta, um exame, um internamento hospitalar. E não vai ser com as mesmas soluções de sempre que a gente vai resolver esse problema; a gente vai ter que agir com criatividade”, pontuou.
O pré-candidato destacou que o mecanismo do “PIX Saúde” atenderá a população de baixa renda sem acesso a planos privados. “Se for preciso, nós vamos comprar a vaga e vamos ajudar a pagar o tratamento particular para o paciente pobre, que não tem dinheiro para pagar o médico, que não tem dinheiro para custear um plano de saúde e que não pode ficar na fila esperando para morrer”, concluiu.