Em nova investida contra o Palácio de Ondina, líder do União Brasil revela tentativas frustradas do governo em cooptar o ex-prefeito de Feira de Santana e crava fidelidade das principais lideranças do estado.
O pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil), voltou a subir o tom contra as estratégias de articulação política da base governista e usou a fidelidade de grandes caciques do interior para demonstrar a solidez do seu grupo político. Durante a coletiva de lançamento do fórum popular “Sua Voz é a Nossa Voz”, nesta quarta-feira (27), em Salvador, Neto rechaçou os boatos de debandada e citou a força fundamental de Zé Ronaldo, em Feira de Santana, como um dos pilares inabaláveis para sua vitória em 2026.
Neto revelou que a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) passou os últimos meses em uma intensa ofensiva para tentar esvaziar as fileiras da oposição, mas que esbarrou na resistência das lideranças mais expressivas do estado. “Eles passaram o ano de 2025 todo tentando cooptar nossos prefeitos. Os principais estão conosco, estão ao nosso lado, permanecem conosco. Tá aí, repito, a investida que fizeram em Zé Ronaldo, fizeram em Zé Cocá, fizeram em Júnior Marabá, e que fizeram em tantos outros que estão conosco”, disparou o ex-prefeito da capital, blindando seus principais aliados na Princesa do Sertão, no Médio Rio de Contas e no Oeste baiano.
“Política do medo” e tática de bastidor
De acordo com o secretário-geral do União Brasil, o recuo público de alguns gestores municipais não reflete a realidade das urnas, mas sim uma estratégia de sobrevivência administrativa. Ele denunciou que o governo estadual monitora até mesmo contatos telefônicos para pressionar prefeitos a não declararem apoio à oposição sob pena de sofrerem retaliações severas na liberação de emendas e obras na reta final de junho.
“Se eles tiverem notícia de que um prefeito falou comigo no telefone, no outro dia eles estão em cima chamando o cara, botando na parede lá na Governadoria e ameaçando o cara. Então eu tô muito tranquilo porque eu sei o empenho dos prefeitos que estão conosco, eu sei o medo vivido por uma boa parte dos prefeitos da Bahia que vivem hoje sob ameaça”, relatou. Neto concluiu afirmando que o favoritismo de seu grupo político se consolidará por meio de uma forte onda silenciosa: “Até a eleição, muitos estarão conosco e outros poderão até não manifestar publicamente o seu apoio, mas vão trabalhar lá nos bastidores com os seus grupos políticos para nos ajudar. Isso é o que importa”, finalizou.
