Salvador, 09/07/2026 17:21

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“A oposição ganha nas pesquisas e a gente na eleição”, ironiza Rui Costa ao analisar cenário político

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Durante entrevista à Rádio 93 FM, em Jequié, Ex-Ministro da Casa Civil explicou a diferença entre intenções de voto espontâneas e estimuladas, afirmando que os levantamentos atuais não refletem a realidade das urnas.

O ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), minimizou a importância das pesquisas eleitorais divulgadas neste momento pré-eleitoral. Em entrevista concedida a uma rádio local em Jequié, nesta quinta-feira (9), Rui fez uma análise técnica sobre os métodos de pesquisa e finalizou com uma provocação aos adversários políticos no estado.

Rui Costa detalhou a diferença entre o voto espontâneo e o estimulado, defendendo que apenas o primeiro reflete a real convicção do eleitorado. “O espontâneo é quando você pega a pessoa e diz: ‘Em quem você vai votar?’. E você não fala quem é o candidato (…) Este é o voto mais consolidado que tem. Porque você não precisou dar nome nenhum e a pessoa já sabe”, explicou o ministro.

Segundo ele, a pesquisa estimulada, na qual uma lista de nomes é apresentada, acaba forçando uma escolha que ainda não amadureceu. “Você tá induzindo a pessoa a responder por uma lista. Mas ela, ela ainda não tomou uma decisão. A decisão em geral é quando ela responde no voto espontâneo”, argumentou.

O petista ressaltou que, devido à distância para o pleito, a grande maioria da população ainda não tem candidato definido, o que esvazia o peso dos números atuais. “Na espontânea dá, em geral, 70%, 80% não responde na espontânea. Não sabe ainda responder. Ou seja, o que a pesquisa divulga são os 10%, 20% às vezes que respondem na espontânea. Então isso não representa nem de longe o resultado eleitoral”, pontuou.

Ao final de sua explicação, Rui Costa usou do humor para alfinetar a oposição baiana, referindo-se ao histórico recente de vitórias do seu grupo político contrariando os institutos de pesquisa. “Tanto é que eu brinco sempre e digo o seguinte: na Bahia a oposição ganha nas pesquisas e a gente ganha na eleição. É uma divisão boa de tarefas. Todo mundo ganha alguma coisa: eles ganham a pesquisa e a gente ganha a eleição”, ironizou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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