Salvador, 06/11/2026 15:44

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ACM Neto diz que entrega de ministérios não resolverá relação de Lula com novo Congresso e alerta para pressão inflacionária

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Vice-presidente do União Brasil apontou maioria da oposição e da centro-direita na Câmara e no Senado e avaliou que o perfil dos parlamentares mudou

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, avaliou nesta sexta-feira (6) que a distribuição de ministérios será insuficiente para garantir governabilidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na legislatura que se inicia em 2027. Em entrevista à Rádio CBN Salvador, Neto afirmou que a soma da oposição com a centro-direita forma maioria no Congresso Nacional e alertou para o risco de agravamento da inflação diante da ausência de medidas de contenção de gastos.

“Se o governo não tiver a disposição de dialogar e negociar em torno das agendas, ele vai ter muita dificuldade no Congresso Nacional. Você tem uma composição na Câmara dos Deputados com uma bancada de oposição hoje muito maior do que nos últimos quatro anos. Quando a soma é feita entre a oposição e a centro-direita, isso dá maioria na Câmara dos Deputados. E no Senado Federal nem se fala. Então, se eles mantiverem a mesma postura desse Lula 3 para o Lula 4, eu vejo dias muito difíceis pela frente”, declarou.

Para o dirigente, o governo federal ainda não compreendeu a mudança no perfil dos congressistas eleitos com base nas redes sociais e sem dependência da máquina pública. “O atual governo, a postura foi o quê? Foi PT, PT e PT. Pelo PT, para o PT e com os petistas. Foi o que eles fizeram nesses últimos quatro anos. E acharam que dando alguns ministérios para certos partidos resolveriam o Congresso. Não vão resolver, a política mudou. O perfil do parlamento hoje é diferente do que era há 20 anos atrás, quando Lula foi presidente pela primeira e pela segunda vez. Muitos deputados e senadores foram eleitos sem ter um cargo nomeado em qualquer lugar. Com as redes sociais, com a possibilidade dessa conexão direta com o cidadão, mudou o perfil do parlamento”, explicou.

Neto destacou ainda a combinação de juros elevados com o aumento de preços de itens básicos no mercado interno e a instabilidade geopolítica internacional. “Eu tenho um sério receio de que eles continuem numa linha de irresponsabilidade fiscal. Você normalmente eleva a taxa de juros pra conter a inflação. Hoje você tem um cenário de taxa de juros alta e de crescimento no preço das coisas essenciais. Olha aí o preço do gás subindo. Quem vai no supermercado, na padaria, na farmácia e vai fazer compra, vai numa semana, vai na outra, o preço já tá remarcado pra cima. Então, mesmo com esse juros altíssimo, tá tendo pressão inflacionária. E até agora não deu um sinal concreto do que quer fazer da agenda de reformas ou como vai conduzir. Então, eu tô muito preocupado com o que pode vir por aí”, completou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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