Senador cita fala de Davi Alcolumbre sobre confiabilidade das urnas no primeiro e no segundo turno e pede foco na pauta econômica e de segurança
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), criticou nesta sexta-feira (6) a ação protocolada pelo Partido Novo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) sob alegação de abuso de poder político. Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, o parlamentar afirmou que a iniciativa reflete a dificuldade de setores da oposição em aceitar o resultado das urnas.
No pleito presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, mas o petista reverteu o quadro no segundo turno e venceu a disputa com 51,79% (64.256.232 votos) contra 48,21% (59.826.041 votos) do candidato do PL.
Olha, eu infelizmente acho que era esperado, porque eles não têm esse conteúdo democrático de acolher normalmente uma derrota. Nós saímos do primeiro turno derrotados, ganhamos no segundo turno. Na outra eleição do Lula com Jair Bolsonaro, com o pai de Flávio, foi a mesma lenga-lenga: “Ah, a urna não presta”. O presidente Davi Alcolumbre essa semana fez uma fala que eu achei perfeita: “Vem cá, a urna do primeiro turno prestava?”. Quer dizer, no primeiro, quando deu a vitória a você, era boa a urna. Quando você perdeu no segundo, a urna não presta?, questionou Wagner.
Para o senador, a judicialização sistemática das eleições prejudica o andamento das pautas de interesse da população no Congresso Nacional.
O cidadão, além de fazer sua campanha, fica procurando cabelo em casca de ovo do adversário para, se perder, ficar adiando ou ficar questionando essa coisa. Na minha opinião, o reconhecimento da vitória já foi pelo mundo inteiro, todos os partidos. Então, isso é página virada, vamos trabalhar, a democracia é isso mesmo. Vamos fazer o que o povo precisa: cuidar da economia, cuidar do empreendedorismo, cuidar dos MEIs, cuidar de melhorar a estrutura de saúde, de segurança, de educação, que é isso que o povo quer saber, o resto é lenga-lenga. Briga de político, quem paga a conta é o povo, afirmou.