O senador reeleito Jaques Wagner (PT) atribuiu o resultado da chapa governista nas eleições de 2026 à avaliação das gestões petistas na Bahia, aos investimentos realizados no estado e ao desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à rádio Baiana FM, nesta sexta-feira (6), ele afirmou que já considerava a composição formada por ele e pelo ex-governador Rui Costa (PT) favorita na disputa.
Wagner destacou que os dois integrantes da chapa deixaram o comando do Executivo estadual com avaliações positivas e conseguiram eleger sucessores. O senador governou a Bahia antes de Rui Costa, que venceu a eleição de 2018. Em 2022, Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito para dar continuidade ao grupo político.
“Eu sempre achei porque era uma chapa muito forte. Dois ex-governadores, eu e Rui, que saímos do governo bem avaliados, ambos fizemos um sucessor”, afirmou.
O petista também citou a articulação de recursos e projetos para a Bahia como um dos fatores que contribuíram para o desempenho eleitoral. Segundo ele, a atuação de Rui Costa na Casa Civil da Presidência e sua própria passagem pela liderança do governo no Senado ajudaram a viabilizar R$ 145 bilhões em investimentos para o estado.
“Eu gosto sempre de repetir a frase, que é idiota: nada resiste ao trabalho”, declarou.
Na avaliação de Wagner, os governos do PT promoveram mudanças na infraestrutura baiana ao longo de duas décadas, com a construção de hospitais, policlínicas e estradas. Ele reconheceu, porém, que a segurança pública continua entre os principais desafios do estado.
Ao tratar do tema, o senador mencionou o sistema de reconhecimento facial utilizado pelas forças de segurança para localizar pessoas com mandados de prisão. De acordo com ele, a tecnologia permitiu mais de 2 mil prisões em 2025 e ultrapassou 6 mil detenções desde que começou a ser utilizada.
Wagner cita Lula e rejeição ao bolsonarismo
O senador também relacionou a vitória nas eleições nacionais à aprovação do governo Lula e à resistência de parte do eleitorado a uma possível volta do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O resultado da eleição nacional mostra que o trabalho do presidente Lula foi reconhecido, somado ao medo da volta de um sistema de governo, do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Ao defender a composição da chapa, Wagner rejeitou a ideia de que a aliança entre dois ex-governadores representasse uma candidatura de puro-sangue. Ele ressaltou a experiência administrativa dos dois e as funções exercidas por Rui Costa no governo federal.
“Não se trata de puro-sangue, se trata de trazer dois ex-governadores, no meu caso, ex-governador e senador, indo para a reeleição, e Rui, que é ex-governador, chefe da Casa Civil, o ministro mais importante do terceiro governo Lula”, concluiu.