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“32 anos de vida pública”: vice-prefeito de Feira, Pablo Roberto conta trajetória do movimento estudantil à Secretaria de Educação

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Em entrevista ao podcast “Tom é meu amigo, sem filtro”, nesta quarta (4), gestor relembrou início aos 14 anos, passagem pelo Melo Matos, eleição como vereador mais votado e parceria com Zé Ronaldo

O vice-prefeito e secretário Municipal de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto, contou em detalhes sua trajetória de mais de três décadas na política durante entrevista ao podcast Tom é meu amigo, sem filtro, nesta quarta-feira (4).

O gestor destacou que começou muito cedo e que nunca fez outra coisa além de política.

“32 anos. Eu comecei fazer política aos 14 anos, fazendo movimento estudantil. Então eu não fiz outra coisa na vida senão atuar na política”, afirmou.

Pablo relembrou o início na Escola Maria Quitéria, na Praça Froes da Mota, e fez uma ligação com seu cargo atual.

“Eu estudei na escola Maria Quitéria e hoje eu tô tendo a oportunidade de reformar aquela escola. O Governo Municipal vai transformar aquela escola”, disse.

Depois da Maria Quitéria, estudou no Colégio Ernesto Carneiro, no Feira IV, onde foi presidente do grêmio, passou pela associação de moradores do Feira IX, trabalhou na Vara da Infância e Juventude e no Conselho Tutelar.

Em 2007, foi convidado para ser diretor do Melo Matos. Segundo ele, a indicação passou por uma comissão técnica criada pelo Governo do Estado na época do governador Jaques Wagner.

“Muita gente ajudou naquela época. Ângelo Almeida ajudou, Colbert era deputado na época, ajudou, Sérgio Carneiro também era deputado federal, Dr. Walter que era juiz da infância também teve participação, o Ministério Público, Defensoria. Foi feita uma sabatina e uma solicitação de várias assinaturas”, relembrou.

Ficou seis anos à frente do Melo Matos e depois assumiu também o Zilda Arns. Em 2011 se afastou para ser candidato a vereador pelo PT e acabou eleito o mais votado da história da cidade naquela eleição.

“Quando eu estava diretor do Melo Matos, muita gente já começava a falar ‘vai ser vereador’, mas eu ainda achava que era algo muito distante. Quando eu fui ver, já tinha adesivo na rua, as pessoas botando em carro, em moto, e eu decidi ser candidato”, contou.

Na segunda parte da entrevista, Pablo falou da ida para o PHS, quando ficou na primeira suplência e foi convidado para ser secretário.

“Eu não queria naquela época ir pro PHS, mas Roni me chamou e eu fui, mas não me arrependo não, foi a melhor coisa que aconteceu porque eu fiquei na primeira suplência”, disse.

Com a morte de Roni, que era titular, assumiu outros postos. Foi secretário de Prevenção à Violência e depois secretário de Desenvolvimento Social no governo Colbert Martins.

“Às vezes quando a gente passa por determinadas situações naquele momento não entende. Hoje eu agradeço muito a Deus porque ele planejou tudo certinho”, declarou.

Em 2020, decidiu não tentar a reeleição para vereador e disputou como deputado estadual, sendo o mais votado em Feira de Santana com quase 40 mil votos. Pablo fez questão de ressaltar o apoio do então prefeito.

“O prefeito à época me ajudou, eu não posso negar, ele sabe da dívida de gratidão que eu tenho, do respeito, da admiração. Fui pra campanha dele de prefeito de corpo e alma”, afirmou.

Tentou ser candidato a prefeito e chegou a pontuar 15% nas pesquisas, depois de 20 anos de polarização na cidade.

“Cheguei em junho batendo 12, 13%. Foi muito bom. Não fui candidato porque eu sempre faço política ouvindo pesquisa, o sentimento da rua e o sentimento daquele momento não era a minha vitória”, explicou.

Aceitou então o convite de Zé Ronaldo para ser vice-prefeito, chapa que venceu a eleição.

“Aceitei o convite porque eu entendia que naquele momento era o melhor pra Feira, que a nossa união, a união de Zé Ronaldo com experiência com a minha juventude, a cidade entendeu”, disse.

Há quase dois anos no cargo, foi convidado por Zé Ronaldo para assumir a Secretaria de Educação, que classificou como o maior desafio da carreira.

“Fui convidado pra ser secretário municipal de educação, uma atividade diferente de qualquer outra que eu já tenha assumido na minha vida. Muito desafiador, é uma função realmente muito nobre, você poder ajudar a transformar tantas vidas como nós estamos fazendo”, concluiu.

Para o vice-prefeito, o resumo é de uma vida dedicada ao serviço público: “Já se vão aproximadamente 32 anos voltados à vida pública”.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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