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PGR apoia Moraes e defende quebra de sigilo de jornalista que noticiou uso de carros oficiais por Dino

Brasília (DF) 01/08/2025 – O Procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão de abertura do segundo semestre judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Procurador-geral Paulo Gonet sustentou no STF que divulgação de dados colocou ministro em risco e justificou restrição à fonte por suposto “abuso da prerrogativa de informar”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal manifestando apoio às medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes que autorizam a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luis Pablo. O comunicador é investigado no âmbito do inquérito das fake news após divulgar reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino no Maranhão.

O caso tramita sob a supervisão da Presidência do STF após a defesa de Luis Pablo contestar mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal em sua residência, nos quais foram recolhidos computadores e telefones celulares. Os advogados do profissional sustentaram a “atipicidade da conduta investigada” e acusaram a Corte de violar a garantia constitucional do sigilo da fonte jornalística, assegurada pelo artigo 5º da Carta Magna.

Ao responder à consulta formulada pelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que o regramento não pode ser invocado de forma absoluta quando colide com a integridade das autoridades públicas. Para embasar a posição, a PGR citou o artigo 43 do Regimento Interno do tribunal, que autoriza a instauração de procedimentos de ofício perante infrações que afetem a segurança institucional da Corte.

Segundo a manifestação do Ministério Público Federal, a publicação das características e rotinas dos automóveis teria a capacidade de “expor a risco a integridade física de um integrante da Corte”. Gonet afirmou haver justificativa jurídica para a intervenção do Judiciário diante do que classificou como “prática abusiva da prerrogativa de informar”, recomendando a continuidade das apurações sob a relatoria de Moraes para mensurar eventuais vulnerabilidades impostas à segurança de Dino e de seus familiares.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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