Deputado federal eleito pelo PT relata convivência de quase uma década com o líder político e destaca coesão do grupo governista nas vitórias estaduais
O deputado federal eleito Lucas Reis (PT-BA) comentou a fama de “mago” ou “bruxo” atribuída ao senador Jaques Wagner (PT-BA) por suas análises e acertos sobre cenários eleitorais na Bahia. Em entrevista à rádio Antena 1, o parlamentar — que atuou por cerca de dez anos como chefe de gabinete de Wagner — afirmou que a capacidade de previsão do líder político decorre de seu profundo conhecimento sobre o estado e suas lideranças, e brincou ao citar a “positividade tóxica” do aliado.
De acordo com o deputado, o otimismo de Wagner permaneceu inabalável durante todo o processo eleitoral.
“Tem gente que diz: ‘ah, ele é um bruxo, é um mago’. Ele fala: ‘não, gente, eu só olho o estado, eu conheço as pessoas, a gente conhece gente’. E ele em nenhum momento teve dúvida da reeleição do governador Jerônimo e da eleição dos nossos dois senadores, dele próprio e do senador eleito Rui Costa“, relatou o parlamentar.
‘Positividade tóxica’ e força do grupo
Lucas Reis brincou sobre o impacto do entusiasmo de Jaques Wagner no dia a dia da militância e das lideranças aliadas durante momentos de incerteza da campanha.
“Eu brinco com ele que ele tem ‘positividade tóxica’. Você está para baixo aqui e ele chega: ‘não, rapaz, nós vamos ganhar, vai dar certo’. Passou 15 minutos de conversa com ele, você já sai dizendo: ‘ele está certo, nós vamos ganhar’“, afirmou.
Apesar de enaltecer o papel de Wagner desde as eleições de 2006, o deputado reforçou que as sucessivas conquistas da base aliada — que garantem a continuidade do projeto político no comando do Executivo baiano — são fruto de uma articulação ampla e coletiva.
“O que a gente fez na Bahia até aqui não é do PT, não é de Jaques Wagner: é desse grupo político, desse time, dessa família que envolve muita gente. Envolve o senador Otto Alencar, a senadora Lídice da Mata, o MDB, o Avante, um conjunto de partidos que fazem essas vitórias acontecerem. Não é individualmente de ninguém“, concluiu