O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende elevar a taxa de investimento da economia brasileira dos atuais 17% para até 20% ou 21% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo mandato, segundo o senador eleito Rui Costa (PT). Em entrevista à Rádio Bandeirantes/BandNews FM nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a meta será combinada com o cumprimento dos objetivos fiscais.
“Portanto, nesse novo mandato, o presidente vai buscar melhorar o investimento, subir além dos 17% de investimento e, se possível, chegar a 20%, 21%”, declarou.
A taxa de investimento corresponde à parcela do PIB destinada à formação de capital, como máquinas, equipamentos, construções e obras de infraestrutura. O objetivo mencionado por Rui Costa ainda não foi alcançado: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador ficou em 16,8% em 2025, ante 16,9% no ano anterior.
Petista defende equilíbrio entre contas públicas e crescimento
Na entrevista, Rui Costa afirmou que Lula pretende manter dois compromissos na condução da política econômica: cumprir as metas fiscais e ampliar os investimentos para estimular a atividade produtiva.
O senador eleito citou despesas com precatórios e compromissos relacionados a programas sociais entre os desafios enfrentados pelo governo federal. Na avaliação dele, o aumento dos investimentos pode contribuir para modernizar a infraestrutura, elevar a produtividade e reduzir desigualdades regionais e sociais.
A estratégia, segundo Rui Costa, busca conciliar a responsabilidade na gestão das contas públicas com medidas voltadas ao desenvolvimento econômico.
Redução de custos e juros está entre as prioridades
Rui Costa também defendeu melhorias na logística para diminuir os custos de produção e ampliar a competitividade de empresas brasileiras. Ele citou os setores industrial e agrícola como áreas que podem se beneficiar de investimentos em infraestrutura.
“Melhorar a logística e, portanto, reduzir custos de produção no Brasil, tanto custos industriais como custos agrícolas”, afirmou.
O senador eleito relacionou ainda o estímulo à atividade econômica à redução das taxas de juros, que influenciam o custo do crédito e as decisões de investimento das empresas.
“Isso passa pela redução da taxa de juros no país, com uma política econômica que contenha o preço, mas ao mesmo tempo estimule o desenvolvimento e o crescimento”, declarou.
A definição da taxa básica de juros cabe ao Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom). As decisões consideram, entre outros fatores, as perspectivas para a inflação. Os efeitos sobre o crédito e os investimentos também dependem das condições da economia brasileira e do cenário internacional.
Rui Costa promete cumprimento de metas fiscais
Ao final da entrevista, o senador eleito reafirmou que o governo pretende manter os compromissos fiscais enquanto busca ampliar os investimentos e acelerar o crescimento.
“Tudo que o presidente anunciou ao longo da sua caminhada este ano, em especial, vai estar cumprido, vai cumprir e vai garantir ao mesmo tempo o cumprimento dos seus objetivos fiscais”, afirmou.
A ampliação da taxa de investimento para até 21% do PIB representa uma meta para os próximos anos. Para alcançá-la, o governo terá de ampliar a formação de capital em um cenário que também exige controle das contas públicas e estabilidade de preços.