Vereador do PCdoB e dirigente rodoviário declarou na Câmara Municipal de Salvador que remoção de adesivos leva segundos e acusou gestão de transferir responsabilidade por retenção de frota no dia da eleição.
O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) contestou duramente, nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Salvador, a justificativa apresentada pela Prefeitura de Salvador para os atrasos e o desfalque na circulação de ônibus durante o domingo de eleição. Para o parlamentar, a alegação do Palácio Thomé de Souza de que veículos foram retidos nas garagens devido a uma colagem clandestina de adesivos partidários não se sustenta tecnicamente e busca desviar o foco da responsabilidade do poder público.
Ligado à categoria dos rodoviários, Ferreira afirmou que a proporção de veículos citada pela gestão municipal não inviabiliza a operação do sistema de transporte da capital. “Até porque 75 carros com adesivo não é adesivaço, né? Em uma frota de 1.800 carros, você ter 75 carros com adesivo não é adesivaço”, declarou.
O vereador também argumentou que o tempo necessário para descaracterizar qualquer propaganda irregular em latarias ou vidros é mínimo. “Um adesivo a pessoa cola na rua, até um carro passando se cola, e um adesivo se tira em dois, três segundos”, afirmou Ferreira, citando ainda que registros gravados nas garagens comprovaram veículos retidos sem qualquer tipo de material colado.
Segundo o parlamentar da base oposicionista, a narrativa oficial tenta atribuir a terceiros falhas operacionais e de fiscalização da própria administração. “Isso é justificar o injustificável. É querer cobrir o erro aí da gestão dessa situação que aconteceu, pra jogar em cima das costas de outras pessoas que não têm nada a ver”, concluiu.