Líder do governo no Senado aponta falta de maturidade do adversário de Lula, critica postura de deboche em debate e afirma que o país precisa de um estadista experiente.
A capacidade administrativa e o preparo para governar o país pautaram duras ponderações do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta sexta-feira (23), durante sabatina na Rádio Metrópole, na capital baiana. Em diálogo com Mário Kertész, o dirigente governista afirmou que o candidato opositor, senador Flávio Bolsonaro (PL), não construiu currículo executivo compatível com a complexidade da Presidência da República.
“Se você comparar, por exemplo, a questão da capacidade administrativa, o adversário nunca administrou nada, a não ser a loja de chocolate dele, que vendia mais no Carnaval do que na Páscoa”, ironizou Wagner, em alusão às investigações sobre transações financeiras atípicas. “O curioso da loja dele é que vendia mais no Carnaval, que não é a data em que todo mundo come chocolate, do que na Páscoa, porque na verdade ali eram as rachadinhas dele”, disparou.
Wagner também avaliou a postura de Flávio no confronto televisivo da Band, apontando despreparo e desrespeito ao eleitorado. “A postura dele no debate mostrou que ele não tem ainda a maturidade necessária para sentar na cadeira de presidente. Ficou fazendo chacota, deboche, achando que estava no ringue de um UFC. Debate presidencial é debate de ideias, não é pegadinha ou casca de banana”, argumentou o líder governista. Para o senador, o parlamentar do PL deve cumprir o restante de seu mandato legislativo: “Ele tem mais quatro anos de mandato no Senado, não vai ficar desempregado. Pode esperar amadurecer. O Brasil e a América Latina precisam de Lula, que é um grande estadista internacional”.