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Wagner exalta reeleição de Jerônimo e defende renovação

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Senador afirma que reeleição fortalece governador para imprimir marca própria à gestão e defende renovação de quadros políticos

O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) imprima cada vez mais sua própria identidade à gestão estadual no segundo mandato. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta segunda-feira (19), Wagner afirmou que a reeleição dá ao governador mais segurança política para promover mudanças na equipe e avançar na renovação dos quadros do governo.

Na avaliação do senador, o primeiro mandato costuma ser marcado pela continuidade de projetos e pela consolidação de uma gestão, enquanto o segundo permite ao governante estabelecer prioridades próprias e preparar novas lideranças para o futuro.

“Seguramente, a cara agora desse segundo governo terá preponderantemente a cara dele. Porque a primeira eleição, evidentemente, é uma eleição do time. A reeleição é do time também, mas é uma eleição dele”, afirmou Wagner.

O senador também defendeu que Jerônimo mantenha o diálogo com os partidos da base aliada, mas tenha mais autonomia para definir os rumos da administração estadual.

“Eu vou defender que ele monte um governo, evidentemente conversando com os outros partidos políticos que ajudaram ele a chegar lá, mas que a cara tenha cada vez mais a cara de Jerônimo Rodrigues”, declarou.

Wagner defende renovação política na Bahia

Ao comentar o desafio de renovar um grupo político que governa a Bahia há quase duas décadas, Wagner afirmou que a longevidade no poder não significa, necessariamente, envelhecimento político. O senador defendeu a continuidade da renovação de quadros e a preparação de novas lideranças.

“Eu sou entusiasta dessa renovação”, disse, ao destacar que Jerônimo já incorporou nomes novos à administração estadual.

Para Wagner, o governador tem condições de ampliar esse processo após conquistar a reeleição. O senador também ressaltou que a formação de futuras lideranças deve considerar tanto nomes que já integram o grupo quanto novos quadros políticos.

“Vamos começar a preparar quadros para o futuro, que pode ser quadro já existente, pode ser quadros novos”, afirmou.

Senador destaca votação de Jerônimo na reeleição

Wagner também rebateu avaliações de que a força eleitoral de outras lideranças da base governista teria sido determinante para a vitória de Jerônimo. Segundo ele, o resultado demonstrou que o governador conquistou capital político próprio.

O senador comparou a votação de Jerônimo com a sua própria e a do ex-governador Rui Costa (PT), ambos reeleitos anteriormente para comandar o Executivo baiano.

“Ele teve mais voto que eu e que Rui”, afirmou Wagner, ao argumentar que o resultado eleitoral fortalece o governador para conduzir o segundo mandato.

Na avaliação do petista, o desempenho de Jerônimo encerra as dúvidas sobre sua capacidade de liderar o grupo político. “Isso para mim não é problema, é solução, porque, na verdade, quem tem que estar mais consolidado é ele”, declarou.

Wagner também lembrou que o grupo político governista alcançou a sexta vitória consecutiva em eleições estaduais, marca que, segundo ele, supera a sequência de quatro vitórias atribuída ao grupo liderado pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães.

Wagner critica modelo político associado aos ACMs

Durante a entrevista, o senador comparou o funcionamento do grupo político liderado pelo PT ao modelo associado às famílias de Antônio Carlos Magalhães e de seu neto, ACM Neto (União Brasil).

Wagner afirmou que o grupo governista tem uma dinâmica política diferente, baseada na construção de alianças, e criticou o que classificou como uma tentativa de reproduzir práticas autoritárias na condução política.

“O nosso grupo é diferente, porque no grupo anterior, quando era o avô, o avô que dizia tudo e ponto final, quem quiser que obedeça, senão se lasca”, disse.

Ao mencionar ACM Neto, Wagner avaliou que o modelo político associado ao avô não se adapta mais à realidade atual. Para o senador, a relação entre governo, setor empresarial e lideranças políticas exige diálogo, e não imposição.

“Não tem nenhum empresário que quer tomar grito de governador”, afirmou.

Senador defende fim da reeleição e mandato de cinco anos

Wagner também defendeu uma reforma política que encerre a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo e estabeleça mandatos de cinco anos. A proposta, segundo ele, permitiria reduzir a frequência das disputas eleitorais e dar mais espaço à gestão pública.

“Se dependesse de mim, aconteceria essa de acabar com a reeleição e ter cinco anos de mandato sem reeleição e fazer eleição de cabo a rabo, de vereador até presidente da República”, declarou.

Para o senador, a mudança evitaria que o país permanecesse em permanente mobilização eleitoral, já que as eleições municipais e nacionais ocorrem em intervalos de dois anos.

“Não precisa a cada dois anos estar discutindo só eleição, eleição”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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