Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, avaliou o resultado das urnas em pleitos anteriores e apontou fatores determinantes para a sua derrota eleitoral.
Neto foi direto ao creditar o resultado a uma intensa campanha de desinformação. “Acho que eu perdi a eleição para as mentiras”, afirmou. O político criticou a atuação da máquina pública no período: “Eu perdi a eleição para um governador que não teve limite em usar a máquina pública, em criar situações mentirosas, manipular, gerar situações de ficção”.
O ex-prefeito também detalhou as dificuldades enfrentadas na reta final da disputa: “Eu vi o que é que aconteceu na reta final da eleição; a gente tinha que ficar todo dia se justificando, porque, vamos lembrar, eles têm a Polícia Federal, controlam a Polícia Federal, tiveram a capacidade de produzir uma série de agendas contra os seus adversários”. Ele lamentou o uso de instituições públicas: “Infelizmente, uma instituição que tinha que ser do Estado brasileiro passou a ser usada politicamente e continua sendo usada politicamente, inclusive agora, contra a candidatura de Flávio Bolsonaro”.
Apesar de reconhecer a força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o peso do apoio recebido pelo adversário na Bahia, Neto ponderou sobre a gestão estadual:
“Agora, eu não vou tirar todos os méritos de Jerônimo, de maneira alguma. Eu tenho uma série de críticas a ele como governador, especialmente como ele tratou ao longo de 4 anos os graves problemas na segurança pública, na educação, na saúde, eh, a situação da infraestrutura na Bahia, a pobreza e a miséria que não mudou”.
Por fim, reiterou sua visão sobre o cenário daquela disputa: “Agora, você vai dizer: ‘Ele não teve nenhum mérito?’ Eu não vou fazer isso, eu não acho que fosse razoável da minha parte. Mas eu acho que a eleição dele foi muito mais resultado da força de Lula, do peso da máquina e do uso, né, de uma infraestrutura que não teve limites na produção de fake news, de mentiras, de acusações falsas do que propriamente das virtudes dele como governador, como gestor.”