Salvador, 07/10/2026 19:07

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Rosemberg prevê disputa acirrada e diz que apoio de Neto terá pouco efeito: “O Brasil que o povo quer”

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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou que a campanha de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser marcada pela comparação entre os projetos defendidos pelos dois candidatos. Em vídeo, o petista também minimizou os possíveis efeitos do apoio declarado por ACM Neto (União Brasil) ao candidato do PL.

Na avaliação de Rosemberg, a estratégia do campo governista deve apresentar ao eleitor diferenças entre as propostas dos dois candidatos em temas como soberania nacional, jornada de trabalho e política de valorização das aposentadorias.

“Será a comparação. O Brasil que nós queremos, o Brasil que o povo quer”, afirmou.

O deputado citou como exemplos a defesa de uma escala de trabalho 5×2 e da vinculação do reajuste das aposentadorias ao salário mínimo, que atribuiu à candidatura de Lula. Em contraponto, associou Flávio Bolsonaro à proposta de remuneração por hora e a uma política de congelamento das aposentadorias.

Rosemberg também chamou atenção para a abstenção registrada no primeiro turno e defendeu uma mobilização para atrair esse eleitorado para a segunda etapa da eleição.

Deputado prevê empate em próxima pesquisa

Durante a fala, Rosemberg também fez uma previsão sobre os próximos levantamentos eleitorais. Segundo ele, a primeira pesquisa divulgada após o início do segundo turno deverá mostrar uma disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.

“A próxima pesquisa que for feita […] não vai apresentar à frente o Flávio Bolsonaro. Vai apresentar uma posição aproximada de um empate aí entre os dois”, afirmou.

O petista comparou o cenário com a eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff e Aécio Neves disputaram o segundo turno, e citou a virada de Dilma como referência para defender a possibilidade de crescimento de Lula na nova etapa da disputa.

Rosemberg ainda voltou a criticar o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro. Na avaliação dele, a manifestação teria pouca influência sobre o resultado na Bahia porque outros políticos que apoiaram Bolsonaro já teriam feito essa escolha no primeiro turno.

“Essa manifestação do ACM Neto é apenas a máscara dele que cai, é assumindo essa posição pública bolsonarista, mas, no fundo, na minha opinião, pouco vai interferir”, declarou.

Ao justificar a avaliação, o deputado citou João Roma (PL) e Angelo Coronel (PSD), afirmando que ambos fizeram campanha para Bolsonaro no primeiro turno e que os votos obtidos pelo campo adversário na Bahia já refletiriam esse posicionamento.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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